Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
23 de jan. de 2014
11 de jan. de 2014
O conceito de "água virtual"
Desindustrializado, Brasil vira exportador de "água virtual"
com informações da Agência USP
As commodities agrícolas estão entre os principais itens de exportação do Brasil. A produção é tão elevada que se estima, atualmente, que a agricultura responde por mais de um quarto do PIB nacional.
Porém, há um novo elemento, de abundante quantidade no País, que vem sendo muito bem cotado no mercado internacional e a China, um dos maiores clientes de nossas riquezas, já desponta como um dos grandes mercados para este antigo, porém valioso produto.
Esse elemento é a água!
O Brasil é hoje um dos maiores exportadores globais de "água virtual", conceito criado para explicar a quantidade de água empregada para produzir um produto em um determinado local, porém destinado para outra localidade, criando assim um fluxo virtual entre os países.
"A China adotou uma política de aumentar as importações de culturas de elevado uso de água, como a soja, o que reduz a demanda de água na Ásia, mas aumenta a dependência de quem produz mercadorias que necessitam de irrigação no Mato Grosso", explica Maria Victória Ramos Ballester, professora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
Para países situados em regiões que sofrem com escassez hídrica, o comércio de água virtual é atraente e benéfico. "Por meio da importação de mercadorias que consomem muita água durante seu processo produtivo, nações, estados e municípios podem aliviar as pressões que sofrem sobre suas próprias fontes", esclarece a professora. "Quando um produto, seja ele qual for, é comercializado entre países, estados ou municípios, entende-se que a água utilizada em seu processo fabril também foi exportada", completa.
Água do Alto Xingu
Ao longo das últimas quatro décadas, o Alto Xingu sofreu um processo de desmatamento em larga escala, impulsionado principalmente pela intensificação da criação de gado e lavouras.
Nos últimos vinte anos, a crescente demanda mundial por carne tem alimentado a expansão das áreas de cultivo na região, especialmente a soja para a alimentação animal. "As exportações de soja aumentaram e deslocaram-se da Europa, que era o principal mercado de destino em 2000, para a China, que hoje se tornou o maior importador de soja de Mato Grosso".
As tendências de crescimento populacional na Ásia indicam que esse comércio de água virtual se tornará ainda mais estratégico para a segurança hídrica dos países da região, principalmente a China.
Os pesquisadores do projeto do Cena pretendem avaliar o consumo de água da cultura de soja e sua eficiência, já que os recursos hídricos subterrâneos no Alto Xingu estão entre os menos explorados do planeta, o que sugere que a futura intensificação da agricultura pode recorrer a essa região para explorar ainda mais seus recursos para irrigação.
"Enquanto a água virtual, relacionada com as exportações de soja do Mato Grosso, está ajudando a subsidiar a segurança alimentar e hídrica na China, existem inúmeras demandas conflitantes de água dentro da bacia do Alto Xingu", conclui a professora.
As commodities agrícolas estão entre os principais itens de exportação do Brasil. A produção é tão elevada que se estima, atualmente, que a agricultura responde por mais de um quarto do PIB nacional.
Porém, há um novo elemento, de abundante quantidade no País, que vem sendo muito bem cotado no mercado internacional e a China, um dos maiores clientes de nossas riquezas, já desponta como um dos grandes mercados para este antigo, porém valioso produto.
Esse elemento é a água!
O Brasil é hoje um dos maiores exportadores globais de "água virtual", conceito criado para explicar a quantidade de água empregada para produzir um produto em um determinado local, porém destinado para outra localidade, criando assim um fluxo virtual entre os países.
"A China adotou uma política de aumentar as importações de culturas de elevado uso de água, como a soja, o que reduz a demanda de água na Ásia, mas aumenta a dependência de quem produz mercadorias que necessitam de irrigação no Mato Grosso", explica Maria Victória Ramos Ballester, professora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
Para países situados em regiões que sofrem com escassez hídrica, o comércio de água virtual é atraente e benéfico. "Por meio da importação de mercadorias que consomem muita água durante seu processo produtivo, nações, estados e municípios podem aliviar as pressões que sofrem sobre suas próprias fontes", esclarece a professora. "Quando um produto, seja ele qual for, é comercializado entre países, estados ou municípios, entende-se que a água utilizada em seu processo fabril também foi exportada", completa.
Água do Alto Xingu
Ao longo das últimas quatro décadas, o Alto Xingu sofreu um processo de desmatamento em larga escala, impulsionado principalmente pela intensificação da criação de gado e lavouras.
Nos últimos vinte anos, a crescente demanda mundial por carne tem alimentado a expansão das áreas de cultivo na região, especialmente a soja para a alimentação animal. "As exportações de soja aumentaram e deslocaram-se da Europa, que era o principal mercado de destino em 2000, para a China, que hoje se tornou o maior importador de soja de Mato Grosso".
As tendências de crescimento populacional na Ásia indicam que esse comércio de água virtual se tornará ainda mais estratégico para a segurança hídrica dos países da região, principalmente a China.
Os pesquisadores do projeto do Cena pretendem avaliar o consumo de água da cultura de soja e sua eficiência, já que os recursos hídricos subterrâneos no Alto Xingu estão entre os menos explorados do planeta, o que sugere que a futura intensificação da agricultura pode recorrer a essa região para explorar ainda mais seus recursos para irrigação.
"Enquanto a água virtual, relacionada com as exportações de soja do Mato Grosso, está ajudando a subsidiar a segurança alimentar e hídrica na China, existem inúmeras demandas conflitantes de água dentro da bacia do Alto Xingu", conclui a professora.
16 de dez. de 2013
Holodomor – O Holocausto Ucraniano
por Roberto Barricelli
Em 1929, sob o comando de Joseph Stalin, a União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) iniciou uma campanha de coletivização
forçada sobre as propriedades rurais, principalmente na Ucrânia, cujo
sentimento nacional era considerado um perigo real aos interesses comunistas.
Primeiro todos os Kulaks (fazendeiros donos de
quantidade expressiva de terras) foram declarados sabotadores e inimigos
da União Soviética. Após isso, o Governo iniciou sua campanha para colocar os
camponeses contra esses.
Imagina a “surpresa” de Stalin ao descobrir que os
camponeses eram ainda mais contra a política soviética do que os próprios Kulaks?
Não pensou duas vezes e prendeu, deportou, assassinou, enfim, exterminou
os Kulaks existentes, para depois utilizar o termo para qualquer
camponês que cometesse o terrível crime de possuir duas vacas, plantar e colher
para si, colher batatas, etc.
A coletivização forçada pretendia suprir o que o governo
soviético considerava necessário em cereais para abastecer as cidades, sendo
iniciada em 1929. Porém, tomou dimensões nefastas e foi utilizada como tática
de extermínio. Essa ordem gerou o desestímulo à produção, pois “porque
produzirei que nem um maluco, se no final tudo ficará ao Estado e passarei
fome?”. Então, Stalin classificou a todos como “Kulaks sabotadores” e
utilizou este discurso para legitimar de vez a coletivização forçada.
Em 1932, com a coletivização forçada já praticamente
concluída e todos aqueles a quem se poderia chamar de Kulaks (pela
definição criada por Stalin) mortos, presos ou em fazendas coletivas para
trabalhos forçados, Stalin ordenou uma caça aos intelectuais e personalidades
culturais da Ucrânia, pois via nestes a possibilidade de tornarem-se líderes
naturais de uma possível resistência ao regime comunista. Após alcançar tal
meta, voltou-se aos camponeses, que devido ao seu nacionalismo e tradições,
deveriam ter a mente, o corpo e o espírito dilacerados.
Stalin começou propositalmente estipulando a produção de uma
quantidade mínima X para abastecer as cidades, porém, a quantidade estipulada
era muito acima da real capacidade de produção. Nessa época as propriedades
privadas já tinham sido transformadas em enormes fazendas estatais coletivas.
Com 20 milhões de propriedades rurais privadas agora
transformadas em 240 mil fazendas estatais, com os “falsos Kulaks”
obrigados a trabalhar nestas e a determinação de uma produção mínima, porém
maior que a capacidade de produzir, Stalin levou os ucranianos ao limite da
fome e miséria humanas.
Ora, se não produziam sequer o que estava definido como
necessário para o abastecimento das cidades, logo, não lhes sobrava nada para
comer. A fome foi instituída pela União Soviética ao povo da Ucrânia, resultando
no terrível Holodomor, em 1932-1933. Nesse curto período de tempo, devido a
fome, morreram aproximadamente 6 milhões de ucranianos. Mas a situação piora e
é de embrulhar o estômago.
Como obviamente a produção ficara abaixo da meta estipulada,
Stalin deu ordens para seus ativistas confiscarem dos camponeses todo o cereal
que estes tivessem, com a desculpa de que precisavam ficar dentro de tal meta
pelo bem da URSS e de seu “povo”. Estes ativistas invadiam as casas dos
ucranianos à procura de comida que estes escondiam para a própria
sobrevivência. Colher o fruto do seu próprio trabalho virara crime hediondo,
com penas de 10 anos, ou até de morte.
Em 1933, com a Ucrânia à beira do extermínio em massa de seu
povo pela fome, Stalin aumentou a meta de produção e coleta de cereais. Foi o
golpe final de Stalin sobre os ucranianos. A partir desse momento, corpos eram
encontrados por todos os lugares e a loucura estava espalhada. Há documentados
casos de canibalismo; imagine que crianças, idosos e outras pessoas
desapareciam “misteriosamente”, mas na verdade foram assassinados e devorados
por parentes (até Mães e Pais) e vizinhos, ou estranhos. Há relatos de pessoas
devoradas vivas.
Claro que, ao longo dos anos, tentaram desacreditar os
fatos, porém, documentos foram encontrados e sobreviventes contaram pelo que
passaram. Até ativistas da URSS confessaram os crimes hediondos contra a
humanidade. Recomendo a leitura do livro The Harvest of Sorrow (A colheita do
sofrimento), de Robert Conquest, onde visualizarão os horrores do Holodomor
através dos relatos e documentos mencionados.
Voltando, os ativistas diziam a si próprios que o que faziam
era necessário pelo bem do comunismo e da União Soviética, sendo legitimável o
assassinato de milhões de pessoas. Se, além da fome, considerarmos outros
incidentes com camponeses, provocados pela política nefasta de Joseph Stalin,
no período de 1930 até 1937, o número de mortos/assassinados sobe para 14,5
milhões.
Stalin acreditava firmemente que se tudo não fosse do
Estado, a URSS entraria em colapso e a produção de cereais seria insuficiente
para suprir as necessidades do povo. Bem, ele estava tão errado, que em 1985,
com Mikhail Gorbachev no poder, nos 2% de terra privada que restara eram
produzidos 30% do total de cereais. Iniciativa privada provando novamente ser
melhor e mais eficaz que a socialização.
Atualmente a Ucrânia passa por fortes protestos pelo
congelamento da assinatura de um acordo com a União Europeia e possibilidade de
assinatura de um acordo com a Rússia, aproximação essa que nem há anos luz de
distância querem os ucranianos, tamanho o trauma sofrido nas mãos do Kremlin.
9 de jun. de 2013
Mostrando o mundo

A área dos países no mapa varia conforme o tópico selecionado na barra superior (cada tópico tem vários sub-tópicos, e estes, outros tantos), representando assim a relevância relativa dos países em cada item mensurado.
Necessita inglês básico (ou a tradução automática do Chrome).
Clique aqui para ir ao site.
3 de mai. de 2013
17 de abr. de 2013
Requiem para uma grande dama
por Kátia Abreu
Sobre a morte de Margaret Thatcher já se pronunciaram os grandes deste mundo. Também a grande imprensa em todos os países. Sobre sua vida, sua obra e suas ideias, há vasta literatura. Não será presunção ou perda de tempo eu também falar sobre ela?
A verdade é que não consigo fugir do tema. Do modo como está o mundo, notadamente a Europa e a América Latina, nunca foi tão necessário compreender e refletir sobre a obra política e intelectual dessa mulher. Em breves 11 anos, Thatcher reconstruiu a economia de seu país e, nas palavras insuspeitas do historiador inglês Tony Judt, pôs abaixo o consenso do pós-guerra e construiu um novo no lugar.
Novo consenso que foi adotado pelos adversários — os trabalhistas ingleses que passaram a se chamar novos trabalhistas para se acomodarem ao novo figurino — e também pelos países do Leste da Europa e até pela América Latina. Para quem não acredita no poder das grandes pessoas e acha que a história segue seu destino de forma determinista, apesar dos homens, o próprio Tony Judt notou que a qualquer pessoa na Inglaterra, que adormecesse em 1978 e despertasse 20 anos depois, o país pareceria muito estranho. Totalmente diferente do que era e muito diferente de todo o resto da Europa.
Isso foi obra de uma mulher quase solitária, a quem nos momentos mais difíceis faltou apoio. Faltou até mesmo a solidariedade do próprio partido, que havia perdido os princípios e assistia impassível, em companhia dos adversários, à lenta decomposição da economia e da sociedade inglesas.
É preciso continuar falando de Margareth Thatcher além das celebrações fúnebres porque a política no mundo, e aqui na América Latina, tem muito a ganhar com sua inspiração. Quando ela chegou ao poder no Reino Unido, em 1979, o sentimento generalizado era de que a política no país tinha perdido contato com a vida real e o controle sobre a economia, o trabalho e as ruas.
As instituições políticas não tinham mais o sentido de sua finalidade nem a confiança dos cidadãos. Grupos organizados haviam tornado a nação refém dos interesses de classe e não havia mais quem defendesse o interesse geral. Inflação alta, recessão, conflitos intermináveis. Parecia que os ingleses caminhavam para o fim.
Se dependesse da política convencional, tudo estaria perdido. Políticos, em toda parte, gostam dos interesses especiais porque sabem ser ruidosos, ativos e, sobretudo, gratos. Já o bem comum, como dizia o velho político mineiro, é bem nenhum. Não é preciso lembrar que Thatcher abraçou o bem comum contra tudo e, em alguns momentos, contra quase todos. No limite, os próprios companheiros queriam que ela voltasse atrás. Ela não voltou.
A Dama de Ferro reformou a economia inglesa, acabou com a tirania dos grupos corporativos, privatizou os mastodontes estatais que só existiam para servir aos funcionários, sem nenhuma consideração com a sociedade. Promoveu o renascimento do verdadeiro Estado, que se tornou mais forte depois dela, e reconstruiu a política, o seu partido e o partido adversário. Em uma década, a Inglaterra era outra.
Tivesse Thatcher feito apenas isso, já seria obra gigantesca. Mas ela foi muito além, pois recuperou a autoridade moral da economia de mercado, posta sob suspeição por intelectuais e políticos que proclamavam a superioridade moral do socialismo e demonizavam a propriedade e a iniciativa privada.
Seu credo era simples e verdadeiro: só os indivíduos criam riqueza; o progresso econômico é um bem em si mesmo; a economia precisa de inovação, de riscos, de competição e de liberdade. O comércio mundial deve ser livre e as pessoas não precisam que o Estado tome decisões em seu lugar. São lições que a Europa em crise e a nossa incorrigível América Latina precisam ouvir. Como bem disse a revista The Economist, nestes dias o mundo precisa de mais — não de menos — thatcherismo.
16 de fev. de 2013
Abram alas para o agro
por Kátia Abreu
O
agronegócio é o responsável, há anos, pelos sucessivos superavit da balança
comercial
Quando
a Unidos de Vila Isabel adentrou o Sambódromo, às 5h40 da terça-feira de
Carnaval, já o personagem homenageado em seu samba-enredo, o homem do campo,
estava em plena labuta. Não pôde assistir ao vivo a homenagem. Acorda-se cedo
no meio rural. Ao alvorecer, todos já estão a postos. E mesmo feriados como o
do Carnaval não interrompem a produção, que põe na mesa do brasileiro a melhor
e mais barata comida do mundo.
O
belíssimo enredo "A Caminho da Roça", com que a Vila Isabel venceu o
desfile carioca, admirado em todo o mundo, fez, enfim, jus a um segmento da
sociedade brasileira historicamente negligenciado (e vilipendiado) por parcela
influente das classes cultas, em nome de interesses político-ideológicos. A
luta pela estatização do campo, projeto antigo da esquerda revolucionária,
tenta atribuir ao produtor rural a responsabilidade pelas mazelas sociais do
país, quando a realidade é justo o oposto.
Nenhum
outro segmento contribui tanto para o desenvolvimento econômico e social do
país. Senão, vejamos: é o agronegócio o responsável, há anos, pelos sucessivos
superavit da balança comercial brasileira e responde também por 30% dos
empregos formais do país. Nosso superavit anual nas exportações é de US$ 79,4
bilhões; o superavit final do país é de US$ 19,4 bilhões, o que significa que o
agro financia os US$ 60 bilhões de deficit dos outros setores. Dá cobertura,
por exemplo, aos US$ 22,2 bilhões que os turistas brasileiros gastam lá fora,
enquanto os estrangeiros deixam aqui apenas US$ 6,6 bilhões.
Mais:
o agro brasileiro é hoje modelo em todo o mundo. Estudo sobre produtividade
agrícola em 156 países, publicado pelo Ministério da Agricultura dos Estados
Unidos (USDA), constata que o crescimento desse setor entre nós foi, na década
de 2000, de 4,04%, enquanto a taxa mundial no mesmo período foi de apenas
1,84%. Deve-se isso ao aporte tecnológico e à dedicação ao trabalho -dedicação
exaltada pelo enredo da Vila Isabel: "Semear o grão.../saciar a fome com a
plantação/é a lida.../arar e cultivar o solo/ver brotar o velho sonho/alimentar
o mundo/bem viver/a emoção vai florescer", diz um trecho do samba, cantado
pelos milhares de foliões que lotaram as arquibancadas do Sambódromo.
Não
obstante, ao setor se quer imputar a herança colonial-escravagista do país,
rotulando-o como atrasado, quando, inversamente, é o que mais incorpora
tecnologia de produção e mais investe no aprimoramento de sua mão de obra.
Acusam-no de predador ambiental, num país que preserva nada menos que 61% de
seu território com cobertura vegetal nativa e utiliza menos de um terço (27,7%)
para a produção de alimentos. Nenhum outro país exibe números sequer
aproximados.
A
Amazônia, foco da cobiça internacional -e obsessão dos ambientalistas a serviço
de ONGs estrangeiras-, teve reduzidos, de 2004 para cá, em nada menos que 84%
os desmatamentos.Ninguém preserva -e conhece- mais a natureza e o ambiente que
quem deles depende para sobreviver: o homem do campo. Daí o absurdo das
acusações que lhe são assacadas.
Na
linguagem do samba, pode-se dizer que o agro tem sido a comissão de frente da
economia brasileira. Não atravessa o ritmo e garante há anos o desfile da
vitória do desenvolvimento do país.
É,
pois, inadmissível que não tenhamos ainda um sólido sistema de seguro agrícola
e que se expulsem produtores rurais de suas terras em nome de uma antropologia
ideologizada e ultrapassada, que conspira contra o bem-estar social. E ainda:
que tenhamos os portos mais ineficientes do mundo, graças a uma minoria que
defende interesses particulares em prejuízo do país.
A
homenagem da Vila Isabel representa um importante -e justíssimo- reconhecimento
do Brasil urbano e popular a um segmento que, como nenhum outro, o tem servido
com competência e dedicação. E que, mesmo enfrentando forças obscurantistas e
poderosas, não deixará de fazê-lo jamais. Aos que jogam contra o país, nosso
lema é: abram alas!
19 de jan. de 2013
Sorria, você está sendo roubado
por Guilherme Fiuza
O “Financial Times” disse que o jeitinho brasileiro chegou ao comando da política econômica. O jornal britânico se referia à solidariedade entre os companheiros Fernando Haddad e Guido Mantega, num arranjo para que a prefeitura de São Paulo retardasse o aumento nas tarifas de ônibus, ajudando o Ministério da Fazenda a disfarçar a subida da inflação.
A expressão usada pelo “Financial Times” é inadequada. Os britânicos não sabem que esse conceito quase simpático de malandragem brasileira está superado. O profissionalismo do governo popular não mais comporta diminutivos.
No Brasil progressista de hoje, os números dançam conforme a música. E a maquiagem das contas públicas já se faz a céu aberto: o império do oprimido perdeu a vergonha.
No fechamento do balanço de 2012, por exemplo, os companheiros da tesouraria acharam por bem separar mais 50 bilhões de reais para gastar. Faz todo o sentido. Este ano as torneiras têm que estar bem abertas, porque ano que vem tem eleição e é preciso irrigar as contas dos aliados em todo esse Brasil grande. A execução do desfalque no orçamento foi um sucesso.
Entre outras mágicas, o governo popular engendrou uma espécie de “lavagem de dívida” para fabricar superávit. Marcos Valério ficaria encabulado.
O Tesouro Nacional fez injeções de recursos em série no BNDES, que por sua vez derramou financiamentos bilionários nas principais estatais, e estas anteciparam sua distribuição de dividendos, que apareceram como crédito na conta de quem? Dele mesmo, o Tesouro Nacional — o único ente capaz de torrar dinheiro e lucrar com isso.
Ao “Financial Times”, seria preciso esclarecer: isso não é jeitinho, é roubo.
A “contabilidade criativa” — patente requerida pelos mesmos autores dos “recursos não contabilizados” que explicavam o mensalão — não é vista como estelionato porque o brasileiro é um amistoso, um magnânimo, deslumbrado com seu final feliz ao eleger presidente uma mulher inventada por um operário. Não fosse isso, era caso de polícia.
A falsidade ideológica nas contas do governo Dilma rouba do cidadão para dar ao governo. Ao esconder dívidas e “esquentar” gastos abusivos, a Fazenda Nacional fabrica créditos inexistentes — que serão pagos pelos consumidores e contribuintes, como em toda desordem fiscal, através de impostos invisíveis. O mais conhecido deles é a inflação.
Em outras palavras: o jeitinho encontrado pelo companheiro-ministro da Fazenda para maquiar a inflação é um antídoto contra o jeitinho por ele mesmo usado para aumentar a gastança pública.
O maior escândalo não é a orgia administrativa que corrói os fundamentos da estabilidade econômica, tão dificilmente alcançada. O grande escândalo é a passividade com que o Brasil assiste a isso, numa boa.
Se distrai com polêmicas sobre “pibinho” ou “pibão”, repercute bravatas presidenciais sopradas por marqueteiros, e não reage ao evidente aumento do custo de vida, aos impostos mais altos do mundo que vêm acompanhados, paradoxalmente, por recordes negativos de investimento público. A bandalheira fiscal é abençoada por um silêncio continental. Nem a ditadura conseguiu esse milagre.
No auge da era da informação, o Brasil nunca foi tão ignorante. Acha que as baixas taxas de desemprego — fruto de um ciclo virtuoso propiciado pela organização macroeconômica — são obra de um governo com “sensibilidade social”.
Justamente o governo que está avacalhando a estabilização, estourando a meta de inflação e matando a galinha dos ovos de ouro. Esse Brasil obtuso acha que as classes C e D ascenderam ao consumo porque o que faltava, em 500 anos de história, era um governo bonzinho para inventar umas bolsas e distribuir dinheiro de graça.
Esse mal-entendido pueril gera uma blindagem política invencível. Os passageiros que assaram no Galeão e no Santos Dumont, no vergonhoso colapso simultâneo de dezembro, são incapazes de relacionar seu calvário ao caso Rosemary — a afilhada de Lula e Dilma que protagonizou o escândalo da Anac, por acaso a agência responsável pela qualidade dos aeroportos.
O governo popular transforma as agências reguladoras em cabides para os companheiros e centrais de negociatas, e o contribuinte sofre com a infraestrutura depenada como se fosse uma catástrofe natural, um efeito do El Niño. Novamente, nem os generais viveram tão imunes à crítica.
Com a longevidade do PT no Planalto, o assalto ao Estado vai se sofisticando. A área econômica, que era indevassável à politicagem, hoje tem a Secretaria do Tesouro devidamente aparelhada — um militante do partido com a chave do cofre. E tome contabilidade criativa.
Definitivamente, o Brasil não aprendeu nada com a lição do mensalão. Os parasitas progressistas estão aí, deitando e rolando (de tão gordos), rumo ao quarto mandato consecutivo.
Não contem para o “Financial Times”, mas a conta vai chegar.
O “Financial Times” disse que o jeitinho brasileiro chegou ao comando da política econômica. O jornal britânico se referia à solidariedade entre os companheiros Fernando Haddad e Guido Mantega, num arranjo para que a prefeitura de São Paulo retardasse o aumento nas tarifas de ônibus, ajudando o Ministério da Fazenda a disfarçar a subida da inflação.
A expressão usada pelo “Financial Times” é inadequada. Os britânicos não sabem que esse conceito quase simpático de malandragem brasileira está superado. O profissionalismo do governo popular não mais comporta diminutivos.
No Brasil progressista de hoje, os números dançam conforme a música. E a maquiagem das contas públicas já se faz a céu aberto: o império do oprimido perdeu a vergonha.
No fechamento do balanço de 2012, por exemplo, os companheiros da tesouraria acharam por bem separar mais 50 bilhões de reais para gastar. Faz todo o sentido. Este ano as torneiras têm que estar bem abertas, porque ano que vem tem eleição e é preciso irrigar as contas dos aliados em todo esse Brasil grande. A execução do desfalque no orçamento foi um sucesso.
Entre outras mágicas, o governo popular engendrou uma espécie de “lavagem de dívida” para fabricar superávit. Marcos Valério ficaria encabulado.
O Tesouro Nacional fez injeções de recursos em série no BNDES, que por sua vez derramou financiamentos bilionários nas principais estatais, e estas anteciparam sua distribuição de dividendos, que apareceram como crédito na conta de quem? Dele mesmo, o Tesouro Nacional — o único ente capaz de torrar dinheiro e lucrar com isso.
Ao “Financial Times”, seria preciso esclarecer: isso não é jeitinho, é roubo.
A “contabilidade criativa” — patente requerida pelos mesmos autores dos “recursos não contabilizados” que explicavam o mensalão — não é vista como estelionato porque o brasileiro é um amistoso, um magnânimo, deslumbrado com seu final feliz ao eleger presidente uma mulher inventada por um operário. Não fosse isso, era caso de polícia.
A falsidade ideológica nas contas do governo Dilma rouba do cidadão para dar ao governo. Ao esconder dívidas e “esquentar” gastos abusivos, a Fazenda Nacional fabrica créditos inexistentes — que serão pagos pelos consumidores e contribuintes, como em toda desordem fiscal, através de impostos invisíveis. O mais conhecido deles é a inflação.
Em outras palavras: o jeitinho encontrado pelo companheiro-ministro da Fazenda para maquiar a inflação é um antídoto contra o jeitinho por ele mesmo usado para aumentar a gastança pública.
O maior escândalo não é a orgia administrativa que corrói os fundamentos da estabilidade econômica, tão dificilmente alcançada. O grande escândalo é a passividade com que o Brasil assiste a isso, numa boa.
Se distrai com polêmicas sobre “pibinho” ou “pibão”, repercute bravatas presidenciais sopradas por marqueteiros, e não reage ao evidente aumento do custo de vida, aos impostos mais altos do mundo que vêm acompanhados, paradoxalmente, por recordes negativos de investimento público. A bandalheira fiscal é abençoada por um silêncio continental. Nem a ditadura conseguiu esse milagre.
No auge da era da informação, o Brasil nunca foi tão ignorante. Acha que as baixas taxas de desemprego — fruto de um ciclo virtuoso propiciado pela organização macroeconômica — são obra de um governo com “sensibilidade social”.
Justamente o governo que está avacalhando a estabilização, estourando a meta de inflação e matando a galinha dos ovos de ouro. Esse Brasil obtuso acha que as classes C e D ascenderam ao consumo porque o que faltava, em 500 anos de história, era um governo bonzinho para inventar umas bolsas e distribuir dinheiro de graça.
Esse mal-entendido pueril gera uma blindagem política invencível. Os passageiros que assaram no Galeão e no Santos Dumont, no vergonhoso colapso simultâneo de dezembro, são incapazes de relacionar seu calvário ao caso Rosemary — a afilhada de Lula e Dilma que protagonizou o escândalo da Anac, por acaso a agência responsável pela qualidade dos aeroportos.
O governo popular transforma as agências reguladoras em cabides para os companheiros e centrais de negociatas, e o contribuinte sofre com a infraestrutura depenada como se fosse uma catástrofe natural, um efeito do El Niño. Novamente, nem os generais viveram tão imunes à crítica.
Com a longevidade do PT no Planalto, o assalto ao Estado vai se sofisticando. A área econômica, que era indevassável à politicagem, hoje tem a Secretaria do Tesouro devidamente aparelhada — um militante do partido com a chave do cofre. E tome contabilidade criativa.
Definitivamente, o Brasil não aprendeu nada com a lição do mensalão. Os parasitas progressistas estão aí, deitando e rolando (de tão gordos), rumo ao quarto mandato consecutivo.
Não contem para o “Financial Times”, mas a conta vai chegar.
6 de jan. de 2013
Douta análise
por Henrique Meirelles
É
importante entender o drama de fim de ano nos EUA para evitar o chamado
"abismo fiscal" e como essa discussão pode ser útil ao Brasil. Hoje,
é consenso que expansão no gasto público ou diminuição da tributação geram
aumento da atividade econômica. Quando o governo gasta mais, expande a
atividade. Quando arrecada menos e deixa mais recursos ao setor privado, este
também gasta mais e expande a atividade.
Essa
conclusão agradou a muitos formuladores de política econômica e gestores
públicos. É interessante achar que não só se está gastando mais, como se está
contribuindo para elevar a atividade. O problema é que, na medida em que se
eleva o gasto e se diminui a arrecadação, esse diferencial é coberto por
empréstimos via emissão de títulos da dívida pública.
Isso
pode ser feito com facilidade, enquanto existirem investidores dispostos a
financiar o governo a taxas baixas. Mas, a partir de certo momento, os juros
começam a subir e, após certos níveis de endividamento, os governos começam a
perder capacidade de se financiar.
Já
vivemos essa crise no Brasil e em outros países emergentes várias vezes, e,
hoje, a vemos na Grécia e em outros países europeus. É o problema do país que
atinge os limites do endividamento, já que a solução de longo prazo passa a ser
a redução da dívida pública, com corte de gastos e mais impostos. No curto
prazo, isso reduz a atividade e pode reduzir a arrecadação. Dependendo da escala,
gera ciclo vicioso, como na Grécia O desafio ao país que ainda não atingiu essa
fase dramática é tomar as medidas certas para evitá-la. É onde se situa a
discussão americana.
A
questão dos EUA é como evitar que a dívida pública siga subindo na velocidade
das últimas décadas e comprometa sua capacidade de se financiar. Com esse fim,
medidas draconianas de aumento de impostos e corte de gastos foram acordadas no
Congresso para serem implementadas automaticamente, na ausência de acordo para
reequilibrar o Orçamento até o fim de 2012. A conjunção dessas medidas levaria a uma
curta recessão econômica, o "abismo fiscal".
O
resultado final trouxe um pouco para cada lado e não satisfez ninguém
completamente. Não prevê alta de impostos tão agressiva, como queriam os
democratas, nem corte de despesas substancial, como queriam os republicanos. A
lição é simples: no momento em que a dívida começa a crescer de forma a
sinalizar insustentabilidade no médio prazo, todas as soluções são ruins.
A
melhor solução para todos, e especialmente para o Brasil, é preservar a
disciplina fiscal duramente conquistada e manter a dívida pública controlada
para que não tenhamos de enfrentar esse dilema de Sofia diante de muitos países.
1 de jan. de 2013
A manteiga da Nova Zelândia em Cuba
por Yoani Sánchez
O frango vem do Canadá, o sal mostra na etiqueta que vem do
Chile, o molho tropical é “made in USA” e o açúcar do Brasil. O leite tem uma
vaquinha holandesa pintada no tetra pack, o sumo de limão foi processado
no México e os hamburguers avisam em letras grandes que são “Cem por cento
carne argentina”. Na embalagem do queijo se esclarece que é gouda proveniente
de terras alemãs, nas bolachas uns caracteres chineses explicam sua origem
enquanto o arroz foi cultivado nos alagados vietnamitas. Estamos nos afogando
no estrangeiro!
Por isso perguntei a uma amiga economista o porquê da
manteiga da loja do nosso bairro viajar da Nova Zelândia. Por que não podemos
produzir um alimento tão básico? – e insisti – Tampouco há um lugar mais
próximo de onde trazê-lo? A jovem graduada pela Universidade de Havana
respondeu-me com a mesma frase que intitula um programa humorístico: “Deixa que
eu te conte…” Então me contou que ao terminar seus estudos puseram-na para
cumprir o Serviço Social numa dependência do Ministério da Indústria Alimentícia.
Imediatamente notou as vultosas faturas de fretes pagos para transportar
mercadorias de países distantes. Levou ao diretor uma lista com algumas delas,
entre as quais constava a de leite em pó comprado num ponto longínquo da
Oceania. O homem limpou a garganta e lhe esclareceu. “Nem te metas nisso, pois
se diz que essa fábrica de lá é de propriedade de um hierarca cubano”.
Não me surpreenderia que indivíduos bem posicionados na rede
de poder desta Ilha possuam indústrias no exterior sob nomes de fachada. Igualmente
inaceitável seria que, além disso, privilegiassem a importação dessas empresas
ao invés de outras mais próximas e mais baratas. Ou seja, desse modo parte do
dinheiro dos cofres nacionais terminará nos bolsos de uns poucos – também
nativos – que seriam também os que decidem de quem comprar. Como se um hábil
ilusionista passasse, sem que se visse, um maço de cartas da sua mão esquerda
para sua mão direita. Talvez este seja um dos motivos do porque certas marcas –
muito ruins e caras – exibem-se nas prateleiras das nossas lojas. O velho
truque de “comprar de si mesmo” estaria causando gastos excessivos ao país e
asfixiando produtos nacionais de melhor qualidade e menor preço.
Já sei leitor, tudo isto pode ser fruto de uma grande
paranóia da minha amiga… E também da minha parte; porém tenho a esperança de
que um dia se saberá, tudo se saberá.
29 de ago. de 2012
CONVERSA FIADA
por FERREIRA
GULLAR
Sabe
a razão pela qual a empresa estatal dificilmente alcança alto rendimento?
Porque o dono dela ─ que é o povo ─ está ausente, não manda nela, não decide nada.
Claro que não pode dar certo.
Já
a empresa privada, não. Quem manda nela é o dono, quem decide o que deve ser
feito ─ quais salários pagar, que preço
dar pela matéria-prima, por quanto vender o que produz ─, tudo é decidido pelo dono.
E
mais que isso: é a grana dele que está investida ali. Se a empresa der lucro,
ele ganha, fica mais rico e a amplia; se der prejuízo, ele perde,
pode até ir à falência.
Por
tudo isso e por muitas outras razões mais, a empresa privada tem muito maior
chance de dar certo do que uma empresa dirigida por alguém que nada (ou quase
nada) ganhará se ela der lucro, e nada (ou quase nada) perderá se ela der
prejuízo.
Sem
dúvida, pode haver, e já houve, casos em que o dirigente de uma empresa estatal
se revelou competente e dedicado, logrando com isso dirigi-la com êxito. Mas é
exceção. Na maioria dos casos, indicam-se para dirigir essas empresas pessoas
que atendem antes a interesses políticos que empresariais.
Isso
sem falar nos casos ─ atualmente muito
frequentes ─ de gerentes que estão ali para
atender a demandas partidárias.
Tais
coisas dificilmente ocorrem nas empresas privadas, onde cada um que ali está
sabe que sua permanência depende fundamentalmente da qualidade de seu
desempenho. Ao contrário da empresa estatal que, por razões óbvias, tende a se
tornar cabide de empregos, a empresa privada busca o menor gasto em tudo,
seja em pessoal, seja em equipamentos ou publicidade.
E
não é por que na empresa privada reine a ética e a probidade. Nada disso, é só
porque o capitalista quer sempre despender menos e lucrar mais. Não é por
ética, é por ganância.
A
empresa pública, por não ser de ninguém ‼ ─já que o dono
está ausente ─ é “nossa”, isto
é, de quem a dirige, e muitas vezes ali se forma uma casta que passa a sugá-la
em tudo o que pode.
A
Petrobras pagava a funcionários seus, se não me engano, 17 salários por ano e o
Banco do Brasil, 15. Os funcionários da Petrobras gozavam também de um fundo de
pensão (afora a aposentadoria do INSS), instituído da seguinte maneira: cada
funcionário contribuía com uma parte e a empresa, com quatro partes.
Conheci
um desses funcionários que, depois que se aposentou, passou a ganhar mais
do que quando estava na ativa. Numa empresa privada, isso jamais acontece, não
é? No governo Fernando Henrique aquelas mamatas acabaram, mas outras continuam.
Não
obstante, o PT sempre foi contra a privatização de empresas estatais, “et pour
cause”. Lembram-se da privatização da telefonia? Os petistas foram para a rua
denunciar o crime que o governo praticava contra o patrimônio público.
Naquela
época, telefone era um bem tão precioso que se declarava no Imposto de Renda.
Hoje, graças àquele “crime”, todo mundo tem telefone, e a preço de banana.
Mas
o preconceito ideológico se mantém. Os governos petistas nada fizeram para
resolver os graves problemas estruturais que comprometem a competitividade do
produto brasileiro e impedem o crescimento econômico, já que teriam de recorrer
à privatização de rodovias e ferrovias.
Dilma
fez o que pôde para adiá-la, lançando mão de medidas paliativas que
estimulassem o consumo, mas chegou a um ponto em que não dava mais.
O
PIB vem caindo a cada mês, o que a levou à hilária afirmação de que, mais
importante, era o amparo a crianças e jovens… Disse isso mas, ao mesmo tempo,
mandou que seu pessoal preparasse às pressas ─ já
que as eleições estão chegando ─ um plano para a
recuperação da infraestrutura: investimentos que somarão R$ 133 bilhões em 25
anos. Ótimo.
Como
privatização é “crime”, pôs o nome de “concessão” e impôs uma série de
exigências que limitam o lucro dos que investirem nos projetos e, devido a
isso, podem comprometê-los.
Nessa
mesma linha de atitude, afirmou que não está, como outros, alienando o
patrimônio público. Conversa fiada. A Vale do Rio Doce, depois de privatizada,
tornou-se a maior empresa de minério do mundo e das que mais contribuem para o
PIB nacional. Uma coisa, porém, é verdade: cabe ao Estado trazer a empresa
privada em rédea curta.
12 de ago. de 2012
Reagindo à orquestração
Eloquente
chamado do Coroneleaks:
O Brasil rural
merece amor, cuidado e respeito.
O
produtor rural brasileiro cuida da sua propriedade da porteira para dentro, com
extrema competência. Se o resto do Brasil fosse como essa grande fazenda, que
ocupa apenas 27,7% do território, seríamos o país mais poderoso do mundo. No
entanto, não é isso que ocorre. O Brasil Rural enfrenta todo o tipo de problema
e dificuldade para trabalhar e produzir. O Brasil Rural é perseguido. É
rotulado. Existe contra ele uma campanha sistemática de difamação comandada,
por exemplo, por Marina Silva, que corre o mundo denegrindo a imagem do país e
o seu principal setor econômico. E ela não está sozinha.A imprensa ataca os
"ruralistas" sempre que pode, transformando-os em desmatadores e
destruidores do meio ambiente. É aquele Brasil kamikase que, em vez de
valorizar as suas forças, trabalha para exterminá-las.
O
IBAMA, corrupto e assecla dos ditos movimentos sociais e das ongs
internacionais, leva a mais completa insegurança jurídica para a zona de
produção, perseguindo de forma implacável os pequenos produtores,com exigências
absurdas e multas milionárias, com o objetivo de trasformar áreas produtivas em
terras arrasadas, em termos econômicos.
A
FUNAI, Fundação do Ìndio, em conluio criminoso com o Conselho Indigenista
Missionário, o famigerado CIMI, que prefere índios morrendo de diarréia do que
vivendo como cidadãos, incita as invasões e a violência no campo, em busca de
mais terra, apesar de 600 mil índios ocuparem espantosos 12,5% do território
brasileiro.
O
Ministério do Trabalho e os seus fiscais venais caçam e montam situações de
trabalho escravo, que ocorrem em número muito maior na zona urbana, apoiados
pela esquerda delirante, tendo como grande objetivo o confisco das propriedades
para uma reforma agrária assassina que amontoa seres humanos debaixo da
bandeira de lona preta da guerrilha rural do MST.
Uma
ala xiita do Ministério Público confronta, 24 horas por dia, decisões do STF em
relação à propriedade privada e às leis, servindo de suporte institucional para
os inimigos do país, que querem destruir a nossa agropecuária. Impõe termos de
ajustamento de conduta impossíveis de cumprir, espalhando terror e medo no
campo brasileiro.
Mesmo
assim, com todos estes inimigos na entrada da fazenda, a nossa agricultura gera
praticamente todo o superavit da balança comercial do país, já que o setor de
serviços e a indústria são deficitários. Hoje o Brasil Rural garante,
anualmente, U$ 70 bilhões de lucro para o Tesouro Nacional, sem sacrificios
para a população. A importação de alimentos, que há 20 anos chegava a 50% do
consumo, virou uma exportação de 30% de excedente produzido. E se a comida
engolia 40% da renda do trabalhador, hoje é paga usando apenas 18%
do salário do brasileiro. Os números são extraordinários e emocionantes para
quem ama o país.
Mas
não pensem que os problemas param por aí. Produzindo cada vez mais dentro da
fazenda, o Brasl Rural escancara a falência da infra-estrutura do país real.
Não há rodovias. Não há ferrovias. Não há hidrovias. Não há armazéns. Não há
portos. Querem um exemplo? Os Estados Unidos, maior produtor do mundo de
alimentos, teve uma grande perda de produção de milho neste ano. O preço vai
subir no mercado internacional. O Brasil, por sua vez, teve uma super safra no
Centro-Oeste, mas não tem onde armazenar os grãos. Segundo a Folha de São
Paulo, em Lucas do Rio Verde (MT), toneladas de milho armazenadas a céu aberto
aguardam uma janela logística para seguir aos principais portos e centros de
consumo. A falta de silos para guardar grãos, que põe em risco a colheita -por
deixar o cereal sujeito a influências externas, como o clima-, não é um fato
inédito. Ficou, porém, mais evidente neste ano. Pudera, a região produz 60% do
grão, mas tem escoamento para apenas 20%. Os demais cruzam o país em caminhões
com uma média de 20 anos de uso, em estradas esburacadas, o que encarece e tira
competitividade da nossa produção diante de outros países.
Mesmo
assim o Brasil acaba de ultrapassar o Estados Unidos na produção de soja.
Somos o maior produtor de soja do mundo! Como diz o editorial do Estadão de
hoje, com exportações de US$ 44,8 bilhões e saldo comercial de US$ 36,8 bilhões
no primeiro semestre deste ano, o agronegócio continua sendo um importantíssimo
fator de segurança para o setor externo da economia brasileira. Os bons
resultados foram obtidos em 2012 mesmo com a queda de preços de vários produtos
básicos. Poucos preços, incluídos os da soja, ficaram imunes à crise global. A
China se manteve como a principal compradora de produtos agropecuários, apesar
de sua desaceleração econômica. Espera-se uma reativação da economia chinesa,
embora o ritmo de crescimento deva manter-se abaixo de 9%. Essa reativação
ajudará a sustentar os preços dos alimentos.
Por
fim, vejam o que ocorre com o Código Florestal. O que os produtores rurais
querem é manter o que já têm. Não estão pedindo um metro a mais de terra. Aí os
ecologistas patrocinados por ongs internacionais querem transformar as várzeas,
áreas mais produtivas em qualquer lugar do mundo, usadas em todos os países
para produzir alimentos, em áreas de preservação permanente. Querem
inviabilizar a piscicultura e a irrigação, proibindo a construção de tanques às
margens de rios. Querem tirar a terra de quem a utiliza desde que Cabral chegou
aqui. Não importa que 62% do país esteja coberto por vegetação nativa, o que
não existe em nenhum país do mundo. Não importa que os índios já ocupem 12,5%
do território. Não importa que 11% do país esteja ocupado por assentamentos de
reforma agrária que não funcionam, que são verdadeiros gulags. Parece que o
objetivo é destruir o Brasil rico, o Brasil que funciona, sendo que para isso
inventa-se até mesmo a categoria de rio temporário, para que inventem-se
margens virtuais onde os produtores serão obrigados a plantar árvores, em vez
se soja, trigo, milho.
Nesta
semana, o governo federal vai lançar um plano nacional de logística. O Brasil
Rural, especialmente no Centro-Oeste e o Norte, precisa de apenas R$ 6 bilhões
em investimentos em transporte, um décimo do que custará o trem-bala. para
baratear em 15% o preço da produção. Meia dúzia de obras estruturantes tornarão
o Brasil ainda mais competitivo lá fora, além de reduzir o preço dos alimentos
no mercado interno. É hora de defender o Brasil dos maus brasileiros. Da Miriam
Leitão que, por ser casada com um ambientalista, virou uma feroz inimiga do
setor que sustenta a nossa economia. Da Marina Silva, que defende
florestas aqui e fazendas lá, sempre escondendo que o Brasil é o maior exemplo
de produção com preservação do mundo. Da verdadeira quadrilha composta pelas
ongs internacionais financiadas pelo agronegócio dos seus países. Dos políticos
demagogos, escumalha do sindicalismo industrial ou das ligas canpesinas, que
querem impedir que a agricultura familiar se transforme em agronegócio
familiar, pois querem que o pequeno agricultor continue algemado às políticas públicas
e a outros artifícios de dominação. Do mundo acadêmico que vê a produtividade e
modernidade da agropecuária destruindo as suas teses com fatos, dados e
números. Da mídia, concentrada nas zonas urbanas, que tapa o nariz e os olhos
para a destruição do meio-ambiente nas cidades, mas que aponta o dedo acusador
para a área rural, mesmo que a cada ano o desmatamento seja reduzido e produção
seja aumentada, no mesmo pedaço de Brasil.
Da porta da fazenda para dentro, onde o nosso homem do campo tem domínio, tudo funciona e viceja um Brasil rico. Da porta para fora, este herói precisa vencer todos os obstáculos para transformar produçãoem riqueza. O campo merece
respeito, amor e cuidado. Chega de mentiras. Precisamos levar a verdade para os
brasileiros. A verdade verde da floresta junto com a verdade amarela do trigo,
da soja, do milho. Uma não pode matar a outra, sob pena de matarmos o
Brasil.
Da porta da fazenda para dentro, onde o nosso homem do campo tem domínio, tudo funciona e viceja um Brasil rico. Da porta para fora, este herói precisa vencer todos os obstáculos para transformar produção
29 de jul. de 2012
Quer um taxi?
Em São Paulo, o empresário Nathan Ribeiro desenvolveu um sistema pela internet
que permite ao passageiro localizar um táxi bem rápido, via satélite.
“Cada táxi tem um aparelho que é rastreado por GPS e esse aparelho comunica a cada 30 segundos as coordenadas do veículo. No momento em que a solicitação de corrida acontece, o sistema rastreia o táxi livre mais próximo do cliente, em um raio de sete quilômetros, e envia para ele um convite para realizar a corrida. O taxista aceitando, a corrida é realizada.”
Na prática, funciona assim: o cliente entra na internet pelo computador ou celular, solicita uma corrida de táxi, e pode até escolher como quer o serviço.
“Além de informar o endereço onde está localizado, ele pode fornecer preferências com relação ao taxista e ao táxi, por exemplo, (...) um taxista que seja fluente em inglês e que também pague com um determinado cartão de crédito”, explica o empresário.
Em segundos, o sistema faz a busca e localiza o táxi mais próximo que atende às exigências do passageiro. O taxista aceita o pedido - e o sistema envia a confirmação. Para o passageiro, não há nenhum pagamento extra, basta fazer o cadastramento pelo site. A empresa ganha cobrando comissão do taxista: R$ 4 por corrida.

Em dois anos, a previsão é estar em todas as capitais brasileiras que sediarão os jogos da copa do mundo. Para o empresário, contudo, o mercado é muito mais amplo:
“Nós iniciamos com o táxi, porém existem outros serviços onde é muito importante a proximidade do demandador com o provedor, por exemplo, serviços de moto boy, serviços de guincho, serviços de manutenção de elevador, eletricistas, encanadores etc. Nesse mercado nós esperamos crescer bastante”, afirma.
No site, há também informação para a instalação do aplicativo Taximov para smartphones.
Assinar:
Postagens (Atom)




