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5 de jul. de 2012

O Elemento Água no Planeta Terra



Embora o fato da maior parte da superfície terrestre estar coberta de água dê a impressão contrária, a verdade é que há muito pouca água na Terra.
Para dar uma perspectiva correta desses volumes o Departamento de Pesquisa Geológica do equivalente ao Ministério do Interior dos Estados Unidos (USGS) desenvolveu a imagem apresentada acima, e explicou o seguinte:
96,5% de toda a água do planeta está nos oceanos e é salgada. O resto, a água doce, está misturada ao ar, na forma de vapor; em rios e lagos; nas calotas polares; misturada ao solo como umidade; em aquíferos subterrâneos e até fazendo parte do seu corpo ou do de seu cachorro.
Todas essas águas somadas caberiam nessa pequena bola azul representada na imagem. Ela teria um diâmetro aproximado de 1.385 quilômetros (o que quer dizer que estamos falando de 1,385 bilhões de quilômetros cúbicos de água).
Mas desse total, só 10,6 milhões de quilômetros cúbicos, o volume representado na “bolinha” menor à direita da outra, representam o total da água doce presente no planeta. E é preciso considerar, ainda, que a esmagadora maior parte dessa água doce está presa no gelo das calotas polares (68,6%), debaixo do solo em profundidades onde não podemos alcançá-la (30,1%) ou suspensa na atmosfera (0,04%).
O total de água doce correndo nos ríos (0,003%) ou acumulada em lagos (0,26%) aos quais todos os seres vivos têm de acorrer todos os dias para se manterem neste mundo, está representado no pequeno ponto azul que quase não se vê, abaixo da segunda bolinha, montando a 91.110 quilômetros cúbicos.
Do blog Vespeiro

4 de jul. de 2012

Superoxigenação momentânea


Sobrevivendo sem respirar

Cientistas norte-americanos desenvolveram espécie de 'elixir da vida' que pode salvar a vida de milhões de pessoas


Partículas da solução possuem até quatro vezes mais oxigênio que nosso sangue costuma carregar 


Quando uma pessoa está à beira da morte, cada segundo é precioso e pode fazer a diferença entre a sobrevivência e o adeus. Uma descoberta recente promete prorrogar esses instantes e multiplicar as chances de um final feliz para milhões de pessoas ao redor do mundo.
A invenção da equipe do Hopistal Infantil de Boston consiste em uma injeção que oxigena o corpo, mesmo se a pessoa não estiver respirando. Se o pulmão do paciente não funciona, ou se alguma via estiver obstruída, impossibilitando a respiração, a chance de morte é grande e, se a pessoa tiver a sorte de sobreviver, provavelmente terá danos cerebrais permanentes. As partículas criadas pelos médicos estão dando o que falar por garantir uma sobrevida de quinze a trinta minutos a um paciente que simplesmente não consegue respirar.
As micro-partículas são compostas por um pequeno bolsão de gás oxigênio, envolto por uma camada de lipídios, uma molécula natural que armazena energia e, nesse caso, é feita de gordura. A solução contém de três a quatro vezes mais oxigênio que nossas células e basta injetá-la direto na corrente sanguínea para fazer efeito. O fato do líquido ser portátil, com a possibilidade de ser facilmente manuseado por paramédicos mesmo dentro de uma ambulância é um diferencial de peso.
Essa ideia, apesar de fascinante, não é tão nova. Acontece que as tentativas passadas esbarravam no formato das partículas: a camada deformável de lipídios utilizada agora aumenta em muito a superfície para troca de gases.
Via Gizmodo, plotado por LJ Maia

3 de jul. de 2012

Vê se não é assim mesmo


Quando um presidente que transgride a lei é destituído com base na Constituição, como Fernando Lugo no Paraguai ou Manuel Zelaya em Honduras, aqueles tão ou mais transgressores em seus países saem logo em sua defesa, vociferando contra o “golpe” e aplicando sanções.

É um show de ataque histérico preventivo, com o objetivo declarado de desencorajar ações do gênero no continente. O lema é: “Se eu faço o mesmo que ele por aqui, melhor defendê-lo lá, para evitar que façam comigo o que fizeram com ele.”

A manifestação de lealdade entre os transgressores da lei, principalmente quando agentes de uma mesma ideologia ou estratégia de poder continental, é, senão maior, mais imediata que a dos homens comuns, porque os primeiros, justamente em função do medo constante de serem pegos, têm um ímpeto de autopreservação muito mais alerta do que os segundos ante qualquer ameaça, por menor e mais indireta que seja.

Dilma, Correa, Morales, Kirchner e Chávez (que cortou o fornecimento de petróleo ao Paraguai) não precisaram ler aquele célebre poema do pastor Martin Niemöller para sair em defesa de cada vizinho antes que eles mesmos sejam levados pelas forças inimigas. Reconhecem à distância um risco às suas transgressões, porque sabem que seus inimigos são os reacionários que ignoram a imunidade ou o direito à impunidade que eles se arrogam, com a cumplicidade da imprensa sonsa ou de aluguel.

Nas Américas, Congresso bom é o comprado, e Judiciário bom é o que leva pelo menos 7 anos para julgar, como mostra o mensalão; de modo que, quando um amador como Lugo permite uma derrota tão rápida e fulminante (por 39 votos a 4 no Senado), os companheiros profissionais ficam enfurecidos, porque não dá nem tempo de enviar Lula para trocar uma palavrinha com os juízes responsáveis...

O continente é hoje um clubinho de socioditadores esquerdistas, dispostos, de todo modo, a retaliar, com bola preta no Mercosul e na Unasul, os países onde sua liderança criminosa esbarra na coragem de uns poucos vigilantes. Acusando-os de não darem a Lugo o direito de defesa (como se a celeridade do processo de impeachment, prevista na Constituição paraguaia, fosse prova de golpismo) e, ao mesmo tempo, negando-lhes este mesmo direito, eles seguem à risca, pela enésima vez, a máxima de Lênin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”

O Brasil petista só respeita uma soberania: a ideológica - e não se mete em assuntos internos de outros países, desde que sejam países parceiros, claro. Não reclama de “ruptura democrática” nos pescoços dos homossexuais enforcados e exibidos em guindastes pelo governo do Irã, nem de “golpe de Estado” nas eleições fraudadas por Ahmadinejad; nem de “precedente perigoso” quando Correa e Chávez prendem, multam e exilam os jornalistas independentes do Equador e da Venezuela, fechando canais de TV; muito menos cobra “o devido processo legal” quando os irmãos Castro prendem dissidentes, deixam morrerem de fome, ou mandam fuzilar os que tentam fugir de sua ilha. (Ao contrário, dá a Raúl mais US$ 523 milhões em linha especial de crédito, elevando o financiamento brasileiro a Cuba para US$ 1,37 bilhão.)

Mas ai do Paraguaizinho, ai dele!, que ousa reagir depois que os sem-terra locais, vulgo carperos, protegidos pelo presidente, matam 7 policiais e 10 camponeses... Aí, pouco importa se os “compañero” infernizavam e expulsavam de sítios e fazendas até produtores rurais brasileiros, vulgo “brasiguaios”, com invasões e quebra-quebras - que Dilma, informada há muito tempo, preferiu ignorar -, e menos ainda se estes apoiam, aliviados, o novo governo. A regra petista é clara: ninguém tem o direito de interromper um massacre, nem aqui nem no Iraque.

Aqui, a não ser pela intervenção de uma oposição imaginária, ele de fato não será interrompido. Dilma e Lula nem precisam pedir moderação ao MST em invasões e quebra-quebras em Eldorado dos Carajás, no Pará, muito menos às Farc no fornecimento de drogas para o mercado da morte. O ímpeto de autopreservação do brasileiro é o mesmo do de um suicida em queda livre. No país dos 50 mil homicídios anuais, dos quais nem 10% são esclarecidos, não só não passa pela cabeça do povão e das elites que o PT, há 10 anos no poder, possa ter algo a ver com isso, como já vigora, na prática, senão o direito, ao menos a liberdade para matar.

Entre as vítimas, 17 a mais, 17 a menos, ninguém notaria a diferença. 

Autor: Felipe Moura Brasil

Ela





1 de jul. de 2012

León Tolstoi


“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.”

27 de jun. de 2012

A síntese, num cartoon em palavras


Rio+20 = zero

por Guilherme Fiuza

Às vésperas da conferência Rio-92, 20 anos atrás, o secretário-geral da Cúpula da Terra, Maurice Strong, sentenciou: “Esta é a nossa última chance de salvar o planeta.” Agora, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, avisa que a Rio + 20 é a “única oportunidade” de garantir um futuro sustentável. Do jeito que as coisas vão, a Rio+ 40 será a última oportunidade de salvar o mundo dos ecoburocratas, que estão cada vez mais contagiosos e letais.
Os negociadores dos mais de 130 países representados na conferência estão preocupados. Vários deles já disseram que a grande questão a ser decidida na Rio + 20 é quem vai financiar o desenvolvimento sustentável, com quanto dinheiro. E que não há acordo à vista sobre isso. Talvez seja necessário responder a outra questão antes dessa: quem vai nos salvar dessas festas ecológicas milionárias que não decidem nada? Quem vai dar um basta nesses banquetes insustentáveis que discutem sustentabilidade?
Ninguém segura a patrulha da bondade e seu alegre circo do apocalipse. No picadeiro da salvação sempre cabe mais um. É aquela oportunidade valiosa para os ativistas de si mesmos descolarem mais um flash por um mundo melhor. O oportunismo é verde. Cientistas políticos gritam que o tempo está se esgotando, artistas buscam sofregamente algum bordão conceitual, mesmo que se atrapalhem um pouquinho – como na célebre frase de uma cantora de MPB em momento ético: “O problema do Brasil é a falta de impunidade”.
Enquanto a feira de lugares-comuns e o show de auto-ajuda planetária evoluem na avenida, o mundo piora. A crise nascida na Europa veio mostrar que a farra estatal é boa, mas um dia a conta chega. Com a licença dos ecologistas: pode ser a última chance de se descobrir que não é o Estado que sustenta a sociedade, mas o contrário. E que não existe Estado forte com sociedade fraca. Pois é nesse momento de alerta contra os governos perdulários que se monta o colossal almoço grátis da Rio + 20. Um banquete para discutir o desperdício. Haja sustentabilidade.
O que quer a faminta burocracia verde, com seus sábios fashion de bolinha vermelha na testa e seus relatórios sobre o fim do mundo? Quer a Bolsa Ecologia. Quer mais dinheiro do contribuinte para mais relatórios, mais comissões, mais mesadas para ONGs, mais conferências coloridas e animadas. Enquanto isso, a vida real vai muito bem, obrigado, para monstros como a usina hidrelétrica de Belo Monte – uma estupidez ecológica, uma aberração econômica e um monumento ao desperdício estatal. O custo cada vez mais insustentável da energia nuclear também não é problema para os abastados anfitriões da Rio + 20, como indica a construção de Angra 3 – cujo lixo radioativo tem garantia até a Rio + 2020. Passaporte para o futuro é isso aí.
Duas décadas de sustentabilidade conceitual não chatearam os vilões reais. Na Rio-92 foram assinadas as Convenções de Biodiversidade e do Clima. A primeira instituiu o direito das populações tradicionais sobre o patrimônio genético de suas terras. Enquanto a biotecnologia progride, os povos da maior floresta tropical da Terra continuam a ver navios no Rio Amazonas. Os royalties que conhecem de fato são os do contrabando de madeira – porque infelizmente não podem se alimentar de convenções. Já a Convenção do Clima gerou o que se sabe: uma sucessão de protocolos sobre redução das emissões de gás carbônico. Cada um é mais severo que o anterior, devidamente descumprido. Com novos prazos de carência, as metas vão ficando mais ambiciosas, numa espécie de pacto com o nunca.
E aí está a patrulha da bondade em mais uma conferência planetária, reunindo os melhores especialistas internacionais em sustentabilidade e sexo dos anjos. Eles vão dizer que o mundo vai acabar e a culpa é sua. Vão mandar você deixar seu carro na garagem e tomar banho rápido. Não vão falar em controle populacional, porque isso é de direita. Eles são progressistas, sociais, amam cada um dos 7 bilhões de habitantes da Terra, que serão 10 bilhões até o fim deste século, todos muito bem-vindos.
O problema, claro, é do capitalismo individualista, cheio de egoístas que demoram no banho. Serão precisos muitos banquetes ecológicos para mudar essa mentalidade.

23 de jun. de 2012

Pornografia


O advogado mais caro do Brasil e um bandido barato ameaçam o Estado de Direito




Carlinhos Cachoeira começou a captura do Poder Executivo com a compra de governadores. Prosseguiu a ofensiva com a contratação de Márcio Thomaz Bastos, um advogado disposto a tudo para livrar de castigos o chefe da quadrilha desbaratada pela Polícia Federal que vivia elogiando nos tempos de ministro da Justiça do governo Lula. E completou o serviço quando o Planalto ordenou à maioria governista que transformasse a CPI batizada com o apelido do delinquente goiano em mais um monumento à impunidade.
Carlinhos Cachoeira começou a captura do Poder Legislativo com o arrendamento de parlamentares, entre os quais o senador Demóstenes Torres ─ hoje reduzido a uma caricatura carnavalesca do personagem de ficção que funde Dr. Jekyll e Mr. Hyde. A ofensiva prosseguiu na CPI, com a debochada performance produzida e dirigida pelo doutor em truques de tribunal. E será consumada com o naufrágio anunciado de uma comissão de inquérito administrada por cúmplices dos investigados.
Carlinhos Cachoeira começou a captura do Poder Judiciário com o aluguel de comparsas  disfarçados de juízes. A ofensiva prosseguiu com a mobilização de desembargadores decididos a condenar os xerifes, libertar os bandidos e enterrar no mausoléu dos absurdos jurídicos o colosso de provas colhidas pelos detetives. As ameaças de morte que afastaram do caso o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela prisão do comandante da quadrilha e seus generais, informam que Cachoeira está pronto para completar a desmoralização da Justiça.
“Não é o juiz quem tem de se afastar em nome de sua segurança, mas o Estado que precisa lhe garantir a vida, prender os autores das ameaças e assegurar condições para o desbaratamento dessa máfia”, adverte a jornalista Dora Kramer no artigo reproduzido na seção Feira Livre. “Qualquer coisa diferente disso equivale a transferir aos bandidos um poder de decisão que não lhes pertence e pôr de antemão o juiz (ou juíza) substituto sob suspeita ou risco de morte”.
A operação concebida por Cachoeira (e aperfeiçoada por um ex-ministro da Justiça) para a captura dos três Poderes tem de ser neutralizada já. Ou as instituições cumprem seu dever sem delongas ou formalizam publicamente a rendição vergonhosa. Nada justifica a libertação prematura dos quadrilheiros. Não se pode conceder o direito de ir e vir a quem pretende usá-lo para obstruir investigações, destruir provas, silenciar testemunhas, submeter desembargadores e intimidar magistrados.
Os integrantes da organização criminosa têm de aguardar engaiolados a merecidíssima condenação a longas temporadas na cadeia. Se ocorrer o contrário, como constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o Estado Democrático de Direito terá sido algemado pela parceria que juntou o advogado mais caro do Brasil e um bandido barato, mas com dinheiro de sobra para pagar o que for preciso para continuar em ação. Os R$ 15 milhões que estimulam a inventividade de Márcio Thomaz Bastos, por exemplo. Ou propinas que amansam figurões do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.