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6 de jun. de 2013

Comandando máquinas com o pensamento

A reportagem e o vídeo abaixo abrem novos horizontes.



Em um ginásio esportivo nos EUA, um pequeno quadricóptero (um helicóptero sustentado no ar por quatro hélices) percorre um circuito de obstáculos sem se chocar com nenhum deles. A cena seria trivial no aeromodelismo não fosse por um detalhe: seu voo é guiado apenas pela força do pensamento de voluntários, dispensando o uso do tradicional controle remoto manual. Desenvolvida na Universidade de Minnesota, a tecnologia representa mais um avanço nas chamadas interfaces cérebro-máquina (BCI, na sigla em inglês), que, no futuro, poderão ajudar pessoas paralisadas ou amputadas a mover membros mecânicos, cadeiras de roda ou até exoesqueletos inteiros só com o poder da mente.

Como um eletroencefalograma
Responsável pelo experimento, cujos resultados foram publicados ontem no “Journal of Neural Engineering”, Bin He, professor da faculdade de Ciências e Engenharia da universidade, destaca que, além da precisão, o novo sistema tem a vantagem de ser não invasivo, já que para controlar o quadricóptero os voluntários tiveram apenas que vestir uma touca equipada com 64 eletrodos para medir suas ondas cerebrais, como em um eletroencefalograma (EEG). Com isso, diz He, a tecnologia fica mais barata, simples e segura, pois não são necessárias cirurgias e hospitalização para ser usada, por exemplo.

- Pesquisadores em outros lugares usaram chips implantados no córtex motor do cérebro para movimentar um cursor em uma tela ou um braço robótico, mas aqui temos a prova de que uma interface não invasiva com base em EEGs do escalpo pode ter um desempenho tão bom quanto um chip invasivo - afirma.

- Queremos desenvolver algo que possa beneficiar muitas pessoas e não apenas alguns pacientes e este avanço nos coloca mais perto de aplicações práticas para essas interfaces que, creio, terão um alcance muito maior do que os implantes de chips.

Segundo He, o sistema funciona tão bem graças ao melhor conhecimento que sua equipe adquiriu da “geografia” do córtex motor humano por meio de exames de ressonância magnética funcional (fMRI, também na sigla em inglês). Quando mexemos um braço, mão ou perna, ou mesmo só pensamos em movimentá-los, os neurônios desta região do cérebro produzem pequenas correntes elétricas. E como cada movimento específico ativa grupos diferentes de nerônios, eles podem ser captados e traduzidos em ordens para o quadricóptero ir para um lado ou outro ou para cima e para baixo.

- Fomos os primeiros a usar o MRI funcional e EEGs para mapear os locais no cérebro onde os neurônios são ativados quando imaginamos movimentos, e agora sabemos de que regiões do córtex motor os sinais virão - conta.

Mapa cerebral dos movimentos
O mapeamento feito pela equipe de He mostrou que se ver cerrando os punhos (com uma mão de cada vez ou ambas) produzia os sinais mais fáceis de serem distinguidos no cérebro. Assim, quando os voluntários pensavam em fechar a mão direita, o quadricóptero ia nesta direção, o mesmo acontecendo com a mão esquerda. Já para ordenar que o aeromodelo subisse ou descesse, eles se imaginavam cerrando ou abrindo as duas mãos juntas, respectivamente.

- Este conhecimento sobre que tipos de sinais são gerados por que tipo de movimento imaginado nos ajudou a refinar o sistema para controlar objetos voadores em tempo real - explica He.

Para percorrer o circuito sem erros, no entanto, os voluntários do experimento tiveram que passar por um treinamento. Primeiro, eles aprenderam a controlar um cursor em movimento unidimensional em uma tela de computador, depois em movimentos bidimensionais e, por fim, manejaram um helicóptero virtual em um voo simulado tridimensional. Nem todos os candidatos a “pilotos”, porém, conseguiram tirar o “brevê” para guiar o quadricóptero, o que He suspeita ter acontecido por terem um nível mais baixo de consciência corporal, já que pesquisas anteriores demonstraram que praticantes de yoga, por exemplo, têm melhor desempenho.

- Ainda não entendemos bem por que isso acontece, mas esta é uma possibilidade - considera.

Ao todo, cinco dos 12 voluntários iniciais - três mulheres e dois homens - dominaram a tecnologia e guiaram o quadricóptero enquanto viam imagens transmitidas por uma câmera instalada nos aeromodelos, que, em breve. He pretende usar para permitir que pessoas paralisadas e presas em casa possam “passear” pelo mundo.


Fonte: aqui

1 de jun. de 2013

Leito de rio em Marte

A sonda Mars Express, da Agência Espacial Européia e da Agência Espacial Italiana, orbitando Marte captou esta imagem, que sugere um leito de rio.


Observe-se que há um afluente na margem superior, que pode ser visto de outro ângulo na imagem abaixo.
O provável leito de rio é conhecido como Reull Vallis e percorre sinuosamente 1.500 km do território marciano. No ponto fotografado o canal tem cerca de 7 km de largura e 300 m de profundidade.


Mais detalhes no site Inovação Tecnológica.

13 de mai. de 2013

Duas estórias

Essa é de arrepiar.

ESTÓRIA NÚMERO UM

Há muitos anos, Al Capone controlava virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heroico. Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.

Capone tinha um advogado apelidado 'Easy Eddie'. Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom!

Sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo. Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco.

Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado. Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al 'Scarface' Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou.

Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.

Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.

O poema:

'O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.'

ESTÓRIA NÚMERO DOIS

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis.

Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.

Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar:

Um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira...

Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas. Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem. Assim, se porventura você passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas?

Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie.

9 de mai. de 2013

Quer assistir aulas de Harvard, Yale, MIT, etc?

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Por enquanto são 5428 aulas, de 259 cursos, e o contador de acessos já passou de 142 milhões.
Grande parte delas legendada em português.
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2 de mai. de 2013

O fascismo descarado e o enrustido

O vídeo abaixo mostra o assalto de uma milícia bolivariana ao hospital universitário da Universidade Los Andes, em Mérida, Venezuela. Vê-se aí, inclusive, que os policiais e militares não intervieram, embora estivessem cercando a área; antes, “garantiram” os acontecimentos - e não obstaram a evasão posterior dos assaltantes.



No mesmo dia, no Brasil, num assalto a um consultório, uma dentista foi queimada viva por um grupo de quatro bandidos, tendo o "dimenor" entre eles (17 anos e 9 meses) assumido o ato.
Há pelo menos um traço em comum nesses dois acontecimentos.
O cordão de isolamento, físico, que protegeu os criminosos de lá, é análogo a um outro, normativo, que protege os de cá, impedindo sua efetiva responsabilização. Na prática, em ambos os casos, temos a força legal do Estado atuando contra o interesse da sociedade.