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31 de dez. de 2010

Brindando com Reinaldo Azevedo

"Neste último dia de Lula, meu brinde vai para a democracia, que sobreviveu às ações deletérias de um líder e de um partido que se esforçam de modo metódico para solapá-la em nome de suas particularíssimas noções de Justiça.

Vai, Lula! Os que preservam a democracia o saúdam!"

27 de dez. de 2010

A colisão entre um político sem grandeza e um estadista

Em 14 MAR 2010 Augusto Nunes, da Veja, publicou esse texto, um dos melhores do ano que ora finda.

Traídos pela indiferença ultrajante do Itamaraty, afrontados pela infame hostilidade do presidente da República, presos políticos cubanos e dissidentes em liberdade vigiada endereçaram ao presidente da Costa Rica o mesmo pedido de socorro que Lula rechaçou. Fiel à biografia admirável, Oscar Arias nem esperara pela chegada do apelo (que o colega brasileiro ainda não leu) para colocar-se ao lado das vítimas do arbítrio. Já estava em ação ─ e em ação continua.

Neste sábado, Arias escreveu sobre o tema no jornal espanhol El País. O confronto entre o falatório de Lula e trechos do artigo permite uma pedagógica comparação entre os dois chefes de governo:

LULA: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por fazer uma greve de fome. Vocês sabem que sou contra greve de fome porque já fiz greve de fome”.
ARIAS: “Uma greve de fome de 85 dias não foi suficiente para convencer o governo cubano de que era necessário preservar a vida de uma pessoa, acima de qualquer diferença ideológica. Não foi suficiente para induzir à compaixão um regime que se vangloria da solidariedade que, na prática, só aplica a seus simpatizantes. Nada podemos fazer agora para salvar Orlando Zapata, mas podemos erguer a voz em nome de Guillermo Fariñas Hernández, que há 17 dias está em greve de fome em Santa Clara, reivindicando a libertação de outros presos políticos, especialmente aqueles em precário estado de saúde”.

LULA: “Eu acho que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.
ARIAS: “Seria perigoso se um Estado de Direito se visse obrigado a libertar todos os presos que decidirem deixar de alimentar-se. Mas esses presos cubanos não são como os outros, nem há em Cuba um Estado de Direiro. São presos políticos ou de consciência, que não cometeram nenhum delito além de opor-se a um regime”.

LULA: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos”.
ARIAS: “Não existem presos políticos nas democracias. Em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente. Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma “democracia especial”. Cada preso político nega essa afirmação. Cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo. Todos foram julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa”.

LULA: “Cada país tem o direito de decidir o que é melhor para ele”.
ARIAS: “Sempre lutei para que Cuba faça a transição para a democracia. (…) O governo de Raúl Castro tem outra oportunidade para mostrar que pode aprender a respeitar os direitos humanos, sobretudo os direitos dos opositores. Se o governo cubano libertasse os presos políticos, teria mais autoridade para reclamar respeito a seu sistema político e à sua forma de fazer as coisas”.

LULA: “Não vou dar palpites nos assuntos de outros países, principalmente um país amigo”.
ARIAS: “Estou consciente de que, ao fazer estas afirmações, eu me exponho a todo tipo de acusação. O regime cubano me acusará de imiscuir-me em assuntos internos, de violar sua soberania e, quase com certeza, de ser um lacaio do império. Sem dúvida, sou um lacaio do império: do império da razão, da compaixão e da liberdade. Não me calo quando os direitos humanos são desrespeitados. Não posso calar-me se a simples existência de um regime como o de Cuba é uma afronta à democracia. Não me calo quando seres humanos estão com a vida em jogo só por terem contestado uma causa ideológica que prescreveu há anos. Vivi o suficiente para saber que não há nada pior que ter medo de dizer a verdade”.

Oscar Arias é um chefe de Estado. Lula é chefe de uma seita com cara de bando. Arias é um pensador, conhece a História e tenta moldar um futuro mais luminoso. Lula nunca leu um livro, não sabe o que aconteceu e só pensa na próxima eleição. Arias é justo e generoso. Lula é mesquinho e oportunista. Arias se guia por princípios e valores. Lula menospreza irrelevâncias como direitos humanos, liberdade ou democracia.

O artigo do presidente da Costa Rica, um homem digno, honra o Nobel da Paz que recebeu. A discurseira do presidente brasileiro, um falastrão sem compromisso com valores morais, tornou-o tão candidato ao prêmio quanto Fidel, Chávez ou Ahmadinejad. A colisão frontal entre o que Lula disse e o que Arias escreveu escancarou a distância abissal que separa um político sem grandeza de um estadista.

Pôr do Sol em Marte


O pequeno filme, montado com uma sequência de fotos como esta, tiradas a partir do jipe Opportunity, está disponível neste link.

7 de dez. de 2010

Eros e Psique


Fernando Pessoa

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Indicação de leitura: preciosidade

Escrevinhações: A HERANÇA MALDITA DE LUIZ INÁCIO

17 de nov. de 2010

A vez da herança "marvada"

Direto do Vespeiro:

Desgraçadamente para o Brasil, a maldita está se esgotando. Agora começa a aparecer a herança “marvada”, que é a que o Lula estava escondendo.

De repente, não mais que de repente, o cenário cor de rosa que brilhou como nunca antes na historia deste pais até precisamente o depósito do ultimo voto na urna a 31 de outubro próximo passado tornou-se cinza chumbo.

Um documento reservado do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior obtido pelo Valor e dados divulgados pelo IBGE na ultima sexta-feira que o Diário do Comércio apresenta hoje apontam na mesma direção: vai longe, muito longe o “processo de desindustrialização” e a “reprimarização da pauta de exportações” do Brasil que antecipam o desemprego futuro.

O pais volta a depender cada vez mais dos capitais financeiros especulativos para fechar as suas contas.

Ao fim de oito anos de Lula e no limiar de possíveis outros 12 nos só ganhamos do resto do mundo na venda dos produtos primários que Deus nos concedeu e negou aos demais países, como minérios e grãos (estes enquanto o MST assim o permitir).

Em todo o resto, nós perdemos mercados.

Pago o preço cobrado no mercado local, que tem os trabalhadores mais bem remunerados da Europa, e com todos os impostos de importação recolhidos, o aço feito na Alemanha, por exemplo, custa para o consumidor brasileiro, depois de atravessar o Atlântico e subir a Serra do Mar, 40% menos que o aço feito aqui mesmo, no Brasil.

O feito na China então, depois de dar uma volta ao mundo completa, pois que a matéria prima é importada do Brasil e volta depois de processada, chega aqui custando a metade do que custa o aço brasileiro.

No setor de eletrodomésticos, mostra o IBGE, a produção da industria nacional caiu 9,9% enquanto o consumo subiu 14,4%. O varejo em geral teve um crescimento de vendas de 11,8% enquanto a produção industrial como um todo aumentou apenas 6,3%. A diferença são os importados.

O consumo de energia, principal insumo da industria, vem caindo a pino: 8,3% em maio, 8,6% em junho, 7,2% em julho, 6,8% em agosto, 6,2% em setembro…

Os dados do IBGE são o registro inequívoco dos traços da droga que anabolizou esta eleição. Mostram como o consumo foi inflado artificialmente, com crédito subsidiado, sem que crescesse de forma correspondente a fonte ultima geradora de mais e melhores salários que é a produção.

Os números que o ministério de Lula ainda tenta esconder mostram problema ainda mais cabeludo. Com a crise dos países ricos os preços do aço caíram e a demanda só se manteve nos remediados em crescimento como nós. Antes a demanda mundial sustentava os desaforos praticados no Brasil contra os custos de produção (impostos, educação, transporte, segurança, etc.). Desde o final de 2007 a situação se inverteu. E o efeito vem se agravando em multiplicação geométrica com a queda da cotação do dólar.

De janeiro a setembro deste ano as importações de aço subiram a R$ 3,95 bilhões, quase o dobro dos R$ 2,06 embarcados em igual período de 2009.

A industria de transformação – têxtil, calçados, confecções, moveis, etc. – que chegou a um superávit recorde de US$ 31,9 bilhões em 2005, entrou no negativo a partir de 2008 e registrou um déficit de US$ 13 bilhões no primeiro semestre de 2010.

Automóveis e outros veículos passaram de um superávit médio de US$ 9,1 bilhões entre 2004 e 2007 para um déficit de US$ 3,1 bilhões em 2009.

Mas o dólar cai para todo o mundo. E conforme nota outro que já foi “o cara” no passado, o ex-ministro Delfim Netto, “a produtividade do trabalhador brasileiro e do chinês é praticamente a mesma; nós perdemos da porta da fábrica para fora porque o Estado chinês é mais ousado e eficiente do que o nosso”.

De fato. Como na China a imprensa já foi calada e a oposição já foi “extinta”, como gostaria que acontecesse aqui também “o cara” atual, quem vota, lá, são só umas poucas dúzias de membros do Escritório Político do partido único no poder. Já aqui, ha 136 milhões de eleitores que precisam ser “conquistados” a cada eleição. Para amaciá-los é preciso haver uma vasta coletânea de “bolsas” para gostos variados e uma militância com tempo e disposição para trabalhar essa massa de eleitores corpo a corpo. E isso se fabrica empregando a companheirada do PT e dos seus 10 aliados aos milhões e dando-lhes garantias ilimitadas para que “reivindiquem” à vontade e sejam sempre atendidos sem correr grandes riscos, de modo cevá-los em tais e tantos luxos que a perspectiva de perdê-los faça qualquer sacrifício “mobilizativo” parecer irrelevante.

Isso cria essa militância disposta a tudo que nos conhecemos.

Alguém lembrará que a China tem mais empregados públicos que o Brasil o que é verdade. Mas como lá eles já desfrutam de todos os “direitos” com que o Plano Nacional de Direitos Humanos do PT ainda quer nos contemplar, as relações entre o capital e o trabalho na China vivem, literalmente, a paz dos cemitérios.

Diz “o cara” de outros tempos que, diante da conjuntura mundial, não ha meias medidas capazes de mudar esse quadro. O próprio ministério de Lula pede “medidas estruturantes” como redução de tributos sobre exportadores, simplificação de procedimentos burocráticos e políticas de incentivo à desvalorização do real (que, para serem de fato “estruturantes”, teriam de ser conseqüência de reduções dos gastos públicos que permitissem uma real queda dos juros). Condena explicitamente medidas que considera paliativos como as barreiras contra importações pleiteadas pelo Ministério da Fazenda.

Delfim, que pode ser mais incisivo, culpa diretamente os “compromissos de despesas permanentes que assumimos sem ter receitas garantidas” e pede “uma regra que produza uma taxa de crescimento das despesas do governo (excluídos os investimentos) menor que a do crescimento do PIB”.

Ilusões de noiva.

Para isso seria preciso pisar em calos amigos, coisa terminantemente proibida no código de etiqueta da Ilha da Fantasia. O ultimo que falou nisso pagou com o impeachment.

A verdade está com Lula, o pragmático, que não fala em outra coisa senão na volta da CPMF, o imposto que multiplica todos os impostos. E Brasília inteira, em plena temporada de caça, saliva pavlovianamente, como em toda a véspera de formação de governo, em cima de aumentos de salários acima de 50% que, uma vez conquistados são extensíveis a todos, oposição inclusive, e se engalfinha pelos novos cargos e ministérios em gestação.

Diante de tantos e tão espinhudos abacaxis, arrisco o meu palpite: sim, Lula, o nosso herói sem nenhum caráter, vai permitir que Dilma governe sozinha…

14 de nov. de 2010

TOQUE DE SILÊNCIO

por Aileda de Mattos Oliveira

Indiscutível a existência de dois Brasis oponentes, estimulados pela cúpula governamental a assim permanecerem, alimentados pelo refrão sistemático dos inflamados e alcoólicos discursos presidenciais nos quais contrapunha as chamadas “elites” aos “pobres”, lembrados e visitados em épocas eleitorais. Arengas tão velhas, mas que satisfazem a população, mantida, ainda, pelos sagazes aproveitadores da ignorância alheia, no fosso da estupidez humana.

Esta divisão ficou comprovada ao ser anunciado o resultado da apuração eletrônica: a grande fatia da população que suga nas tetas da Caixa a sua “bolsa” graciosa, e o dos contribuintes que dá sustentação a este bizarro Brasil da contumaz preguiça fagueira e da perniciosa irresponsabilidade de viver de barganha. Somente as mesuras com o chapéu alheio respondem pela vitória da violenta candidata.

Não há lógica que explique a eleição de uma ré confessa, com seus crimes registrados em livros e em slides e que, daqui para a frente, vai ditar normas a brasileiros probos, éticos e de conduta ilibada. Não há lógica que explique como as supremas instituições se deixaram devorar, nas entranhas, pelos carunchos da corrupção, dando provas de que seus alicerces já estavam bastante apodrecidos por desejos agora satisfeitos. Não há Esopo que explique a moral das fábulas brasileiras em que o mal sempre vence o bem.

Reconhecemos que Gramsci venceu a batalha, pelo menos, nesta primeira parte do primeiro ato, em que tudo são festas e comemorações.

Pobre Brasil, que tem como óbices antagonistas seus próprios governantes e seu próprio povo, todos egoístas, todos espertos, todos inescrupulosos! Pobre Brasil, coberto por uma mídia medrosa e subserviente, escondida na dubiedade e na manipulação de suas informações, mas que vai sentir na pele, em breve, a mão de ferro que o sequestrador Franklin Martins vai baixar sobre os seus ombros, impondo-lhe a censura já apregoada na constituição petista, o PNDH-3! Pobre Brasil, cujas Forças Armadas terão que prestar homenagens a uma bastarda, lesa-pátria, em obediência às regras que ditam o ritual do cargo! Irão prestar, também, homenagens a Chávez e a Fidel que, presumivelmente, estarão a postos, ao lado da criminosa presidente, como convidados especiais?

Não disseram, um dia, que “lugar de brasileiros é no Brasil”, confundindo mercenários aqui nascidos, com os dotados da excelência da brasilidade?

Em agosto, um artigo meu perguntava se queríamos “pleito ou preito” e a resposta da votação diz que desejamos a manutenção do subdesenvolvimento, da falta de educação em todos os sentidos e níveis, do extermínio do decoro, da permanência do roubo do dinheiro público e de tudo o que o ébrio de Garanhuns ensinou a seus filhos de partido.

Pleiteamos um governo austero, mas iremos preitear anos (não sei quantos) de ausência de moralidade, com um toque de silêncio em memória do regime democrático que se esvai, apressadamente. Não é sem razão que a caixa eletrônica de votação é chamada ‘urna’, por sepultar todas as esperanças que se tinha a respeito de uma possível sensatez deste povo ignóbil e moralmente doente.

O que dizer mais, a não ser que teremos de conviver com os horrores que se prenunciam e que virão, certamente, pelas estúpidas intervenções de um fantoche tão ou mais ignorante, tão ou mais perverso do que seu idealizador?!

3 de nov. de 2010

Arnaldo Jabour na Rádio CBN

"Amigos ouvintes, hoje é dia de parabéns. Parabéns para vocês. Parabéns, Dilma Rousseff. A senhora mereceu a vitória, principalmente porque a campanha do seu aliado foi a maior trapalhada da história política desse país. Parabéns, chefe Lula. Sua candidata aprendeu tudo e espero que ela não queira esquecer o criador. Parabéns para todo o mundo.

Parabéns, aliados. Parabéns, José Sarney, que estava quietinho e agora aparecerá com a sua comitiva. Parabéns, Edson Lobão e “lobinhos”. Parabéns, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti. Parabéns, Jucá, Eduardo Cunha - o homem que manda, na sombra do PMDB. Parabéns, claro! Parabéns, Michel Temer, que eu já ia esquecendo, mas que não se fará esquecido, que estará ali, na cola da Presidenta.

Parabéns, também, militantes, que garantiram suas bocas. Parabéns, Genoíno e seu irmão da cueca. Parabéns para todos, sem esquecer os que renascerão com toda a força, como os mensaleiros, agrupados em torcida diante do Supremo Tribunal Federal. Parabéns, ministros do Supremo, que ainda não conhecemos, mas que o Lula vai nomear para ajudar a limpar a ficha suja.

Parabéns, aloprados, Delúbios, Marcos Valérios. Parabéns pela vitória! Vocês têm uma militância intensa e trabalhadora, muito melhor -de verdade- muito melhor que o bando pequeno de tucanos preguiçosos e sem fé. Vocês lutaram como um Exército Vermelho. Se bem, sinto dizê-lo, não fiquem tristes, vocês, militantes, em breve serão esquecidos. Sim, distribuidores de panfletos, enviadores de e-mails desaforados! Em breve vocês cairão de volta à fossa dos tarefeiros e darão lugar aos malandros da política maior dos peemedebistas, dos “profissas” sem ideal, sem fé. Vocês vão se arrepender quando começar o “fogo-amigo” entre os aliados.

Em suma, parabéns a todos. Sem esquecer o líder Dirceu e muito menos a aliviada Erenice, que tirou a sorte grande, a Mega-Sena do perdão. É isso aí, amigos ouvintes. Começa agora uma nova etapa em nossa vida.

Ah, eu ia esquecendo! Parabéns, Hugo Chávez! Eu estou louco para ver a sua beiçada no dia da posse, no dia 1º. de janeiro. Parabéns!"