Garimpado por J R B Martins
26 de abr. de 2012
25 de abr. de 2012
Coleta umidade do ar e produz água, mesmo no deserto
Turbina eólica criada pela companhia Eole Water tem a capacidade de coletar a umidade do ar. A turbina, que está em fase de testes no deserto de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, poderá acumular até mil litros de água por dia.
Funciona da seguinte maneira: a turbina eólica alimenta todo o sistema. O ar entra pelas aberturas do cone frontal e é aquecido. O vapor assim gerado passa por um compressor de refrigeração, que condensa a umidade. A água coletada é então enviada através de tubos para tanques de armazenamento de aço inoxidável, onde é filtrada e purificada.
O protótipo está em funcionamento desde outubro de 2011, no deserto de Abu Dhabi, e tem a capacidade de produzir 500 a 800 litros de água limpa por dia. No entanto, a companhia diz que é possível aumentar o rendimento e chegar a até mil litros diários.
Via Tecnabob (plotado por L J Maia)
22 de abr. de 2012
Quem são os homens e mulheres que querem o poder?
Não dá
para generalizar. Há de tudo no desfile dos candidatos.
Mas... há
um desfile: a característica comum a todos é que estão lá, se apresentando.
E por
que estão lá?
Novamente,
há de tudo nas motivações.
E o
próprio desfile, por que acontece?
É porque
assim está desenhado o nosso atual sistema político.
Os
protagonistas nominais do desfile são aqueles escolhidos pelos Partidos
constituídos - que são as únicas corporações detentoras do direito de indicar postulantes
a mandatos políticos -, pela ordenação legal ora vigente. Esse tipo de desenho,
que subordina o cidadão à chancela de um desses grupamentos, faria sentido se
estes pudessem ser responsabilizados pelas escolhas que fazem, pela qualidade
de quem indicam. Não o sendo, na prática servem para tudo, menos para filtrar os
bons candidatos e produzir um desfile só de elementos qualificados.
Há
outros tipos de desenho.
A Islândia produziu um inovador. Lá, para se escolher os membros de uma Assembléia
Constituinte, o critério foi o da indicação pelos cidadãos. Os que obtiveram um
determinado número mínimo de indicações formaram o grupo dos que estavam aptos,
e dentre eles foram eleitos os deputados constituintes, por sufrágio universal.
Nos
Estados Unidos, começou em 1894
a despartidarização das eleições municipais e a
profissionalização da gestão das cidades, com a subsequente (a partir de 1898) introdução
de ferramentas de democracia direta, como leis de iniciativa popular, referendos,
impeachment e recall (confirmação, ou não, do dirigente eleito, no decorrer do
mandato).
Há,
portanto, alternativas ao nosso circo de horrores, que em breve terá mais uma
de suas edições.
Uma
reforma política, no entanto, ainda não está no horizonte (a não ser que esteja
por trás daquelas nuvens...). Então,
20 de abr. de 2012
Fernando Pessoa
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia.
E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
É o tempo da travessia.
E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
19 de abr. de 2012
A CPI DO FIM DO MUNDO
por Nilson Borges Filho
Acendeu
a luz de alerta nas hostes petistas. Provocado pelo ex-ministro José Dirceu,
chefe de uma sofisticada organização criminosa – segundo o Ministério Público
Federal – o deputado Rui Falcão, presidente do PT nacional, empunhou a
bandeira de que o mensalão não passou de uma farsa e que tudo foi protagonizado
por Carlinhos Cachoeira, cujos interesses escusos não estavam sendo atendidos pelo
governo.
Essa é a tese também defendida por Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o mensalão não existiu. Diz o ex-presidente que o mensalão tinha um único objetivo: desestabilizar o seu governo. Por trás dessa “farsa” estariam, em cumplicidade, a oposição e o “partido da imprensa golpista”.
A ordem que vem da cúpula petista é no sentido de que essa tese seja difundida em todos os cantos do país, nas mais variadas formas de comunicação. Prevalecendo esse entendimento teríamos a seguinte situação: primeiro, que Marcos Valério nunca existiu, seria apenas uma peça de ficção; segundo, que Delúbio Lexotan Soares seria apenas uma entidade que havia baixado por uns instantes, mas que já teria passado para outro plano; terceiro, que os dez milhões de dólares que o publicitário Duda Mendonça recebeu no exterior, não é dinheiro sujo, mas uma mera contribuição do Exército da Salvação, tocado com a penúria financeira do PT; quarto, que o entra e sai de parlamentares da base aliada petista, num edifício pra lá de suspeito em Brasília, recebendo dinheiro de funcionários de Marcos Valério, não passou de ilusão de ótica; por último, que ao admitir a sua culpa como réu do mensalão e decidir cumprir pena alternativa, o petista Silvinho Land Rover estava apenas brincando de mocinho e bandido.
Não bastasse isso, tentar desqualificar o mensalão é atentar contra a lisura do inquérito policial, de menosprezar a autoridade do Procurador-Geral da República e de desconsiderar a formação jurídica e a imparcialidade do ministro do STF, Joaquim Barbosa, que aceitou a denúncia do MPF.
Na verdade, ao defender a criação de uma CPI para apurar a movimentação de Carlinhos Cachoeira, no intuito de melar o julgamento do mensalão, o PT deu um tiro no próprio pé. Existem indícios fortíssimos de que o consórcio formado por Carlinhos Cachoeira e a construtora Delta, azeitou o caixa de campanha de cabeças coroadas do governo e da oposição, inclusive a do ex-presidente Lula. O modus operandi – como manda o figurino dos bandalhas - se dava com a utilização de laranjas, para que não desse na vista que a bufunfa estava saindo dos cofres de Cachoeira e da Delta e, originariamente, do contribuinte brasileiro.
Com a CPI mista instalada, o governo tenta agora preencher os cargos da comissão com parlamentares da sua estreita confiança, para que não haja qualquer tipo de surpresa, quando abrirem-se os envelopes das licitações em que a Delta participou e levou.
Amigos de Carlinhos Cachoeira têm afirmado que o bicheiro é uma bomba próxima de explodir, cujas fitas gravadas, que estão confinadas nos arredores de Goiânia, contêm poder de destruição incalculável. Dizem, no privado, que dos 15 milhões cobrados pelo advogado Márcio Thomas Bastos, para atuar na defesa de Carlinhos Cachoeira, apenas 5 milhões são de honorários, os outros dez milhões servirão para domesticar alguns bocudos.
Essa é a tese também defendida por Luiz Inácio Lula da Silva, para quem o mensalão não existiu. Diz o ex-presidente que o mensalão tinha um único objetivo: desestabilizar o seu governo. Por trás dessa “farsa” estariam, em cumplicidade, a oposição e o “partido da imprensa golpista”.
A ordem que vem da cúpula petista é no sentido de que essa tese seja difundida em todos os cantos do país, nas mais variadas formas de comunicação. Prevalecendo esse entendimento teríamos a seguinte situação: primeiro, que Marcos Valério nunca existiu, seria apenas uma peça de ficção; segundo, que Delúbio Lexotan Soares seria apenas uma entidade que havia baixado por uns instantes, mas que já teria passado para outro plano; terceiro, que os dez milhões de dólares que o publicitário Duda Mendonça recebeu no exterior, não é dinheiro sujo, mas uma mera contribuição do Exército da Salvação, tocado com a penúria financeira do PT; quarto, que o entra e sai de parlamentares da base aliada petista, num edifício pra lá de suspeito em Brasília, recebendo dinheiro de funcionários de Marcos Valério, não passou de ilusão de ótica; por último, que ao admitir a sua culpa como réu do mensalão e decidir cumprir pena alternativa, o petista Silvinho Land Rover estava apenas brincando de mocinho e bandido.
Não bastasse isso, tentar desqualificar o mensalão é atentar contra a lisura do inquérito policial, de menosprezar a autoridade do Procurador-Geral da República e de desconsiderar a formação jurídica e a imparcialidade do ministro do STF, Joaquim Barbosa, que aceitou a denúncia do MPF.
Na verdade, ao defender a criação de uma CPI para apurar a movimentação de Carlinhos Cachoeira, no intuito de melar o julgamento do mensalão, o PT deu um tiro no próprio pé. Existem indícios fortíssimos de que o consórcio formado por Carlinhos Cachoeira e a construtora Delta, azeitou o caixa de campanha de cabeças coroadas do governo e da oposição, inclusive a do ex-presidente Lula. O modus operandi – como manda o figurino dos bandalhas - se dava com a utilização de laranjas, para que não desse na vista que a bufunfa estava saindo dos cofres de Cachoeira e da Delta e, originariamente, do contribuinte brasileiro.
Com a CPI mista instalada, o governo tenta agora preencher os cargos da comissão com parlamentares da sua estreita confiança, para que não haja qualquer tipo de surpresa, quando abrirem-se os envelopes das licitações em que a Delta participou e levou.
Amigos de Carlinhos Cachoeira têm afirmado que o bicheiro é uma bomba próxima de explodir, cujas fitas gravadas, que estão confinadas nos arredores de Goiânia, contêm poder de destruição incalculável. Dizem, no privado, que dos 15 milhões cobrados pelo advogado Márcio Thomas Bastos, para atuar na defesa de Carlinhos Cachoeira, apenas 5 milhões são de honorários, os outros dez milhões servirão para domesticar alguns bocudos.
17 de abr. de 2012
16 de abr. de 2012
15 de abr. de 2012
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