30 de jul. de 2012
29 de jul. de 2012
A "Reconexão Magnética"
NASA vai
procurar portais magnéticos em torno da Terra
As
sondas espaciais da Missão Magnetosférica Multiescala (MMS) vão procurar os portais magnéticos que se
espalham em torno da Terra.
Portais
magnéticos “são regiões de difusão de elétrons”, explica o físico Jack Scudder,
pesquisador da Unversidade de Iowa. "São lugares onde o campo magnético da
Terra se conecta ao campo magnético do Sol, criando um caminho ininterrupto que
conecta nosso próprio planeta à atmosfera do Sol, a 149 milhões de quilômetros
de distância”, explica ele.
As
observações das sondas espaciais Themis, da NASA, e Cluster, da ESA, sugerem que estes portais magnéticos abrem
e fecham dezenas de vezes por dia.Estão
localizados a algumas dezenas de milhares de quilômetros da Terra, onde o campo
geomagnético encontra o vento solar. A
maioria dos portais magnéticos é pequena e de curta duração, mas alguns são
enormes e sustentados. Toneladas
de partículas energéticas podem fluir através das aberturas, aquecendo a
atmosfera superior da Terra, causando tempestades geomagnéticas e belíssimas
auroras polares.
A
Missão constará de quatro sondas voando em formação, dotadas de detectores de
partículas energéticas e sensores magnéticos, para tentar rastrear os portais
magnéticos e tentar estudá-los.
Apesar
de invisíveis e instáveis, os portais magnéticos possuem uma espécie de
"poste de sinalização"; segundo o pesquisador, um conjunto de
indicadores que aponta seu endereço com precisão.
Os
portais se formam através de um processo chamado reconexão magnética, mesclando linhas de força magnéticas do Sol e da Terra, que se
cruzam e se juntam para criar as aberturas.
"A
súbita junção de campos magnéticos pode impulsionar jatos de partículas
carregadas, criando uma região de difusão eletrônica", explica o pesquisador. Usando
dados da sonda espacial Polar, que estudou a magnetosfera terrestre nos anos
1990, Scudder conseguiu identificar diversos pontos que nunca haviam sido
"vistos", aparentemente porque ninguém havia procurado por eles. "Com os
dados da missão Polar, encontramos cinco combinações simples de campos
magnéticos e partículas energéticas que nos dizem quando estamos defronte uma
região de difusão de elétrons. Uma única nave, com os instrumentos adequados,
pode fazer essas medições e encontrar um portal", explica.
Cada
uma das sondas da MMS poderá encontrar portais e, tão logo localize um, alertar
as outras naves. Como são linhas magnéticas que se estendem pelo espaço, é
importante efetuar medições de vários pontos, a fim de compreender a abertura
dos portais e como funciona a aceleração das partículas que entram por eles,
comparando sua trajetória e velocidade com a trajetória e velocidade de
partículas que seguem a rota "normal", fora do portal. A fórmula para
calcular o "CEP dos portais magnéticos" também significa que, em vez
de ficar anos tentando localizar os portais, a missão MMS poderá começar a
estudá-los tão logo chegue ao espaço, o que deverá acontecer em 2014.
Explosões
cósmicas
A
reconexão magnética parece ser a forma favorita do Universo para fazer as coisas
explodirem. Ela ocorre em qualquer lugar onde campos magnéticos permeiam o
espaço - vale dizer, praticamente em todos os lugares.
No
Sol, a reconexão magnética cria erupções com potências equivalentes a um bilhão
de bombas atômicas. Na atmosfera da Terra, ela alimenta as tempestades
magnéticas e as auroras. Nos laboratórios, ela causa grandes problemas nos
reatores e fusão. Ela está por toda parte.
O
que é reconexão magnética?
E
há um problema adicional: os cientistas não conseguem explicar exatamente o que
é a reconexão magnética. O
básico é bastante simples. Linhas de força magnéticas cruzam-se, cancelam-se,
reconectam e... Bum! A energia magnética é liberada na forma de calor e de
energia cinética em partículas carregadas.Mas
como? Como esse simples ato de cruzar linhas de campos magnéticos disparam
essas explosões tão ferozes?
"Algo
muito interessante e fundamental acontece que nós realmente não entendemos.
Pelo menos não em nossos experimentos de laboratório e em nossas simulações",
diz Melvyn Goldstein, chefe do Laboratório de Geofísica Espacial da NASA.
Segundo
Jim Burch, cientista-chefe da missão, a MMS vai tentar ir na base desse
mistério. "A magnetosfera da Terra é um laboratório natural maravilhoso
para estudar a reconexão," diz ele. "Ela é grande, espaçosa e a
reconexão acontece lá o tempo todo, praticamente sem interrupção."
Nas
camadas externas da magnetosfera, onde os campos magnéticos da Terra encontram
o vento solar, os eventos de reconexão criam "portais" magnéticos
temporários conectando a Terra ao Sol. No interior da magnetosfera, em uma
longa estrutura chamada "cauda magnética," a reconexão impulsiona
nuvens de plasma de alta energia em direção à Terra, disparando
as auroras. Há muitos outros exemplos, e a missão MMS irá explorar cada um
deles.
Cada
observatório tem o formato de um disco, com 3,65 metros de diâmetro
e 1,2 metro
de altura. Os sensores para monitoramento dos campos eletromagnéticos e
partículas carregadas estão sendo construídos em vários centros universitários
e laboratórios dos Estados Unidos. Quando todos os instrumentos estiverem
prontos, eles serão integrados no corpo principal de cada uma das sondas, que
estão sendo construídos no Centro Espacial Goddard. O lançamento está previsto
para 2014, a
bordo de um foguete Atlas V.
Problemas
da fusão nuclear
Qualquer
nova física que a missão MMS descubra poderá, em última instância, ajudar a
aliviar a crise energética aqui na Terra.
"Há
muitos anos os pesquisadores têm olhado para a fusão nuclear como uma fonte
limpa e abundante de energia para nosso planeta", diz Burch. "Um dos
enfoques previstos, a fusão por confinamento magnético, tem mostrado resultados
muito promissores com os tokamaks. Mas tem havido problemas com a manutenção do
plasma (um gás ionizado extremamente quente) no interior da câmara".
Interior
de um tokamak, onde o plasma fica confinado sem tocar nas
paredes, isolado por um campo magnético
paredes, isolado por um campo magnético
"Um
dos principais problemas é a recombinação magnética", continua ele.
"Um resultado espetacular da reconexão, e muito perigoso, é conhecido como
'instabilidade dente de serra'. À medida que o calor no tokamak aumenta, a
temperatura dos elétrons atinge um pico e então 'quebra' repentinamente para um
valor mais baixo, e uma parte do plasma quente escapa. Isto é causado pela
reconexão do campo magnético de confinamento".
À
luz disso, poder-se-ia supor que os tokamaks seriam um bom lugar para estudar
a reconexão magnética. Mas não são, diz Burch. A reconexão em um tokamak
acontece em volumes minúsculos, somente com alguns milímetros de largura,
tornando-se muito difícil de ser estudada. É praticamente impossível construir
sensores pequenos o suficiente para medir a zona de reconexão.
Zona
de reconexão
A
magnetosfera da Terra é muito melhor. Na bolha magnética expansiva que circunda
nosso planeta, o processo se dá em volumes que atingem dezenas de quilômetros
de extensão. "Nós podemos mergulhar as espaçonaves em seu interior e
fazê-las voar ao seu redor, de forma a dar uma boa olhada no que está
acontecendo".
É
exatamente isto que a MMS irá fazer: voar diretamente para a zona de reconexão.
As sondas serão robustas o suficiente para suportar as energias dos eventos de
reconexão que ocorrem na magnetosfera da Terra. Assim, não há nenhum empecilho
no caminho de dois anos de descobertas que aguardam a MMS.
Fontes: esta, esta e esta.
Fontes: esta, esta e esta.
Quer um taxi?
Em São Paulo, o empresário Nathan Ribeiro desenvolveu um sistema pela internet
que permite ao passageiro localizar um táxi bem rápido, via satélite.
“Cada táxi tem um aparelho que é rastreado por GPS e esse aparelho comunica a cada 30 segundos as coordenadas do veículo. No momento em que a solicitação de corrida acontece, o sistema rastreia o táxi livre mais próximo do cliente, em um raio de sete quilômetros, e envia para ele um convite para realizar a corrida. O taxista aceitando, a corrida é realizada.”
Na prática, funciona assim: o cliente entra na internet pelo computador ou celular, solicita uma corrida de táxi, e pode até escolher como quer o serviço.
“Além de informar o endereço onde está localizado, ele pode fornecer preferências com relação ao taxista e ao táxi, por exemplo, (...) um taxista que seja fluente em inglês e que também pague com um determinado cartão de crédito”, explica o empresário.
Em segundos, o sistema faz a busca e localiza o táxi mais próximo que atende às exigências do passageiro. O taxista aceita o pedido - e o sistema envia a confirmação. Para o passageiro, não há nenhum pagamento extra, basta fazer o cadastramento pelo site. A empresa ganha cobrando comissão do taxista: R$ 4 por corrida.

Em dois anos, a previsão é estar em todas as capitais brasileiras que sediarão os jogos da copa do mundo. Para o empresário, contudo, o mercado é muito mais amplo:
“Nós iniciamos com o táxi, porém existem outros serviços onde é muito importante a proximidade do demandador com o provedor, por exemplo, serviços de moto boy, serviços de guincho, serviços de manutenção de elevador, eletricistas, encanadores etc. Nesse mercado nós esperamos crescer bastante”, afirma.
No site, há também informação para a instalação do aplicativo Taximov para smartphones.
26 de jul. de 2012
Yes
On the Silent Wings of Freedom
Onward
Don't Kill the Whale
Versões finais de estúdio (álbum Tormato)
Onward
Don't Kill the Whale
Versões finais de estúdio (álbum Tormato)
20 de jul. de 2012
17 de jul. de 2012
11 de jul. de 2012
5 de jul. de 2012
O Elemento Água no Planeta Terra
Embora
o fato da maior parte da superfície terrestre estar coberta de água dê a
impressão contrária, a verdade é que há muito pouca água na Terra.
Para
dar uma perspectiva correta desses volumes o Departamento de Pesquisa Geológica
do equivalente ao Ministério do Interior dos Estados Unidos (USGS) desenvolveu a
imagem apresentada acima, e explicou o seguinte:
96,5%
de toda a água do planeta está nos oceanos e é salgada. O resto, a água doce,
está misturada ao ar, na forma de vapor; em rios e lagos; nas calotas polares;
misturada ao solo como umidade; em aquíferos subterrâneos e até fazendo parte
do seu corpo ou do de seu cachorro.
Todas
essas águas somadas caberiam nessa pequena bola azul representada na
imagem. Ela teria um diâmetro aproximado de 1.385 quilômetros
(o que quer dizer que estamos falando de 1,385 bilhões de quilômetros cúbicos
de água).
Mas
desse total, só 10,6 milhões de quilômetros cúbicos, o volume representado na
“bolinha” menor à direita da outra, representam o total da água doce presente
no planeta. E é preciso considerar, ainda, que a esmagadora maior parte dessa
água doce está presa no gelo das calotas polares (68,6%), debaixo do solo em
profundidades onde não podemos alcançá-la (30,1%) ou suspensa na atmosfera
(0,04%).
O
total de água doce correndo nos ríos (0,003%) ou acumulada em lagos (0,26%) aos
quais todos os seres vivos têm de acorrer todos os dias para se manterem neste
mundo, está representado no pequeno ponto azul que quase não se vê, abaixo da
segunda bolinha, montando a 91.110 quilômetros cúbicos.
Do blog Vespeiro
4 de jul. de 2012
Superoxigenação momentânea
Sobrevivendo
sem respirar
Cientistas
norte-americanos desenvolveram espécie de 'elixir da vida' que pode salvar a
vida de milhões de pessoas
Partículas da solução possuem até quatro vezes mais oxigênio que nosso sangue costuma carregar
Quando
uma pessoa está à beira da morte, cada segundo é precioso e pode fazer a
diferença entre a sobrevivência e o adeus. Uma descoberta recente promete
prorrogar esses instantes e multiplicar as chances de um final feliz para
milhões de pessoas ao redor do mundo.
A
invenção da equipe do Hopistal Infantil de Boston consiste em uma injeção que
oxigena o corpo, mesmo se a pessoa não estiver respirando. Se o pulmão do
paciente não funciona, ou se alguma via estiver obstruída, impossibilitando a
respiração, a chance de morte é grande e, se a pessoa tiver a sorte de
sobreviver, provavelmente terá danos cerebrais permanentes. As partículas
criadas pelos médicos estão dando o que falar por garantir uma sobrevida de
quinze a trinta minutos a um paciente que simplesmente não consegue respirar.
As
micro-partículas são compostas por um pequeno bolsão de gás oxigênio, envolto
por uma camada de lipídios, uma molécula natural que armazena energia e, nesse
caso, é feita de gordura. A solução contém de três a quatro vezes mais oxigênio
que nossas células e basta injetá-la direto na corrente sanguínea para fazer
efeito. O fato do líquido ser portátil, com a possibilidade de ser facilmente
manuseado por paramédicos mesmo dentro de uma ambulância é um diferencial de
peso.
Essa
ideia, apesar de fascinante, não é tão nova. Acontece que as tentativas
passadas esbarravam no formato das partículas: a camada deformável de lipídios
utilizada agora aumenta em muito a superfície para troca de gases.
Via Gizmodo, plotado por LJ Maia
3 de jul. de 2012
Vê se não é assim mesmo
Quando
um presidente que transgride a lei é destituído com base na Constituição, como
Fernando Lugo no Paraguai ou Manuel Zelaya em Honduras, aqueles tão ou mais
transgressores em seus países saem logo em sua defesa, vociferando contra o
“golpe” e aplicando sanções.
É um show de ataque histérico preventivo, com o objetivo declarado de desencorajar ações do gênero no continente. O lema é: “Se eu faço o mesmo que ele por aqui, melhor defendê-lo lá, para evitar que façam comigo o que fizeram com ele.”
A manifestação de lealdade entre os transgressores da lei, principalmente quando agentes de uma mesma ideologia ou estratégia de poder continental, é, senão maior, mais imediata que a dos homens comuns, porque os primeiros, justamente em função do medo constante de serem pegos, têm um ímpeto de autopreservação muito mais alerta do que os segundos ante qualquer ameaça, por menor e mais indireta que seja.
Dilma, Correa, Morales, Kirchner e Chávez (que cortou o fornecimento de petróleo ao Paraguai) não precisaram ler aquele célebre poema do pastor Martin Niemöller para sair em defesa de cada vizinho antes que eles mesmos sejam levados pelas forças inimigas. Reconhecem à distância um risco às suas transgressões, porque sabem que seus inimigos são os reacionários que ignoram a imunidade ou o direito à impunidade que eles se arrogam, com a cumplicidade da imprensa sonsa ou de aluguel.
Nas Américas, Congresso bom é o comprado, e Judiciário bom é o que leva pelo menos 7 anos para julgar, como mostra o mensalão; de modo que, quando um amador como Lugo permite uma derrota tão rápida e fulminante (por 39 votos a 4 no Senado), os companheiros profissionais ficam enfurecidos, porque não dá nem tempo de enviar Lula para trocar uma palavrinha com os juízes responsáveis...
O continente é hoje um clubinho de socioditadores esquerdistas, dispostos, de todo modo, a retaliar, com bola preta no Mercosul e na Unasul, os países onde sua liderança criminosa esbarra na coragem de uns poucos vigilantes. Acusando-os de não darem a Lugo o direito de defesa (como se a celeridade do processo de impeachment, prevista na Constituição paraguaia, fosse prova de golpismo) e, ao mesmo tempo, negando-lhes este mesmo direito, eles seguem à risca, pela enésima vez, a máxima de Lênin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”
O Brasil petista só respeita uma soberania: a ideológica - e não se mete em assuntos internos de outros países, desde que sejam países parceiros, claro. Não reclama de “ruptura democrática” nos pescoços dos homossexuais enforcados e exibidos em guindastes pelo governo do Irã, nem de “golpe de Estado” nas eleições fraudadas por Ahmadinejad; nem de “precedente perigoso” quando Correa e Chávez prendem, multam e exilam os jornalistas independentes do Equador e da Venezuela, fechando canais de TV; muito menos cobra “o devido processo legal” quando os irmãos Castro prendem dissidentes, deixam morrerem de fome, ou mandam fuzilar os que tentam fugir de sua ilha. (Ao contrário, dá a Raúl mais US$ 523 milhões em linha especial de crédito, elevando o financiamento brasileiro a Cuba para US$ 1,37 bilhão.)
Mas ai do Paraguaizinho, ai dele!, que ousa reagir depois que os sem-terra locais, vulgo carperos, protegidos pelo presidente, matam 7 policiais e 10 camponeses... Aí, pouco importa se os “compañero” infernizavam e expulsavam de sítios e fazendas até produtores rurais brasileiros, vulgo “brasiguaios”, com invasões e quebra-quebras - que Dilma, informada há muito tempo, preferiu ignorar -, e menos ainda se estes apoiam, aliviados, o novo governo. A regra petista é clara: ninguém tem o direito de interromper um massacre, nem aqui nem no Iraque.
Aqui, a não ser pela intervenção de uma oposição imaginária, ele de fato não será interrompido. Dilma e Lula nem precisam pedir moderação ao MST em invasões e quebra-quebras em Eldorado dos Carajás, no Pará, muito menos às Farc no fornecimento de drogas para o mercado da morte. O ímpeto de autopreservação do brasileiro é o mesmo do de um suicida em queda livre. No país dos 50 mil homicídios anuais, dos quais nem 10% são esclarecidos, não só não passa pela cabeça do povão e das elites que o PT, há 10 anos no poder, possa ter algo a ver com isso, como já vigora, na prática, senão o direito, ao menos a liberdade para matar.
Entre as vítimas,
Autor: Felipe Moura Brasil
1 de jul. de 2012
León Tolstoi
“Não
alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não
é um fim, mas uma consequência.”
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