Olé
Piada de salão
29 de nov. de 2012
26 de nov. de 2012
YES ONWARD LIVE 1996
Onward
Contained in everything I do
There's a love I feel for you
Proclaimed in everything I write
You're the light, burning brightly
Onward through the night
Onward through the night
Onward through the night of my life
Displayed in all the things I see
There's a love you show to me
Portrayed in all the things you say
You're the day leading the way
Onward through the night
Onward through the night
Onward through the night of my life
Onward through the night
Onward through the night
Onward through the night of my life
………………………………………………….
Adiante
Contido
em tudo que faço
Há
o amor que sinto por você
Afirmado
em tudo que escrevo
é
que você é luz, brilhando intensamente
Adiante
pela noite
Adiante
pela noite
Adiante
pela noite da minha vida
Refletido
em tudo que vejo
Há
o amor que você demonstra
Retratado
em tudo que você diz
está
que você é o dia, mostrando o caminho
Adiante
pela noite
Adiante
pela noite
Adiante
pela noite da minha vida
24 de nov. de 2012
Linguagem corporal
por Augusto Nunes
O sorriso e o esgar
A foto de Dida Sampaio é mais que o registro do momento em que Dilma Rousseff, presidente da República há quase dois anos, cumprimentou o ministro Joaquim Barbosa, que acabara de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. A imagem documenta a colisão frontal, consumada em estridente silêncio, entre um homem e uma mulher assaltados por sentimentos opostos e movidos por antagônicos estados de ânimo.
O chefe do Poder Judiciário está feliz, de bem com a vida. A chefe do Poder Executivo está contrafeita, nas fímbrias da amargura. Joaquim Barbosa é o anfitrião de uma festa. Dilma Rousseff é a convidada que nada tem a festejar. Está lá por não ter conseguido livrar-se do convite.
Ele se sente em casa e pensa no que fará daqui por diante. Ela pensa no que ele fez e anda fazendo. E se sente obrigada a enviar um recado fisionômico ao padrinho e aos condenados no julgamento do mensalão: se pudesse, estaria longe dali.
Só ele sorri. O sorriso contido informa que o ministro não é homem de exuberâncias e derramamentos. Mas é um sorriso. Os músculos faciais se distenderam, os dentes estão expostos, o movimento da pálpebra escavou rugas nas cercanias do olho esquerdo.
A presidente não sorri. (O companheiro ministro Ricardo Lewandowski foi premiado com sorriso e dois ósculos). Na foto, o que se vê no rosto da presidente é um esgar. A musculatura contraída multiplica os vincos na face direita, junta os lábios num bico pronunciado e assimétrico, faz o olhar passar ao largo do homem à sua frente.
O descompasso das almas é sublinhado pelas mãos que não se apertam. A dele ao menos se abre. A dela, nem isso. Dilma apenas toca Joaquim com a metade dos quatro dedos. Ele a cumprimenta como quem acabou de chegar. Ela esboça um cumprimento de quem não vê a hora de partir.
Conjugados, tais detalhes sugerem que, se Joaquim Barbosa sabe que chefia um dos três Poderes independentes e soberanos, Dilma Rousseff imagina chefiar um Poder que dá ordens aos outros. Ela já deveria ter aprendido com o julgamento do mensalão que as coisas não são assim. A maioria dos ministros é imune a esgares.
Ministros do STF que temem carrancas nem precisam vê-las para atender aos interesses do governo. Não são juízes. São companheiros. Por enquanto, são dois.
Como se quantifica?
Pelas pinturas mais caras já negociadas foram pagos de US$
55 milhões (a primeira abaixo) a US$ 140 milhões (a última, em ordem crescente).
- clicar
para ampliar -
Pablo
Picasso
Femme
aux Bras Croisés (Woman with Folded Arms), 1902.
Vincent
van Gogh
A
Wheatfield with Cypresses, 1889
Kazimir
Malevich
Suprematist
Composition, 1916
Willem
de Kooning
Police Gazette,
1955
Vincent
van Gogh
Portrait
de l'artiste sans barbe (Self-portrait without beard), 1889
Mark
Rothko
White
Center (Yellow, Pink and Lavender on Rose), 1950
Peter
Paul Rubens
Massacre
of the Innocents, 1611
Pierre-Auguste
Renoir
Bal
du moulin de la Galette
(Dance at Le moulin de la
Galette ), 1876
Jasper
Johns
False
Start, 1959
Claude
Monet
Le
Bassin aux Nymphéas (Water Lily Pond), 1919
Vincent van Gogh
Portrait of Dr. Gachet, 1890
Pablo
Picasso
Dora
Maar au Chat (Dora Maar with Cat), 1941
Pablo
Picasso
Garçon
à la Pipe (Boy
with a Pipe), 1905
Pablo
Picasso
Edvard
Munch
The Scream
Willem
de Kooning
Woman
III, 1953
Jackson
Pollock
No.
5, 1948
23 de nov. de 2012
21 de nov. de 2012
18 de nov. de 2012
11 de nov. de 2012
5 de nov. de 2012
Chegou a hora de esclarecer de vez o assassinato do prefeito Celso Daniel
por Augusto Nunes
“Os
executores de Celso Daniel começaram a ser castigados. Chegou a hora de
identificar e punir os mandantes do assassinato”, informa o título do post de
18 de novembro de de 2010. Passados dois anos, as ameaças de Marcos
Valério exigem a republicação do texto. Ao escapar da merecidíssima punição
pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o ex-ministro
Antonio Palocci inventou o estupro sem estuprador. Quase 11 anos depois da
morte do prefeito de Santo André, gente que se acha muito esperta continua
tentando inventar o crime encomendado sem mandante.
Com
o silencioso aval da oposição e o endosso explícito do governo, o PT decidiu
que o assassinato de Celso Daniel foi um crime comum. Esqueceram de combinar
com a imprensa, que continuou investigando o caso, com a família da vítima, que
desafiou as pressões dos interessados em enterrar a história, e sobretudo com o
Ministério Público, comprovou em novembro de 2010 o julgamento de Marcos
Roberto Bispo dos Santos no foro de Itapecerica da Serra. O promotor Francisco
Cembranelli provou que o crime foi político e acusou o réu de participação no
sequestro seguido de assassinato encomendado pela quadrilha de políticos
corruptos que agia na prefeitura de Santo André.
Os
jurados avalizaram a argumentação de Cembranelli e condenaram Bispo dos Santos,
foragido, a 18 anos de reclusão em regime fechado. O Ministério Público não
está sob o controle do Executivo, reiteraram o destemor e a objetividade de
Cembranelli. Não são poucos os brasileiros capazes de enxergar as coisas como
as coisas são, reafirmou a decisão do júri. E ainda há juízes no Brasil, mostrou
Antonio Augusto Galvão de França Hristov, que determinou a duração do castigo
imposto ao homicida.
O
país que presta espera que seja só o começo. Bispo dos Santos foi o motorista
de um dos dois carros mobilizados para a captura de Celso Daniel. Faltam os
outros integrantes da milícia formada por assassinos de aluguel. E faltam os
mandantes. Por enquanto, o único formalmente acusado de figurar entre os
autores da encomenda é Sérgio Gomes da Silva, vulgo Sombra, ex-assessor e
segurança do prefeito executado, que aguarda o julgamento em liberdade.
Em
janeiro de 2002, os supostos amigos voltavam do jantar num restaurante em São Paulo quando ─ segundo o relato de Sombra ─
um grupo de bandidos interceptou o carro blindado que dirigia e arrancou Celso
Daniel do banco ao lado. Horas depois, o corpo foi encontrado numa estrada de
terra no município de Itapecerica da Serra, desfigurado por marcas de tortura e
inúmeras perfurações a bala.
O
depoimento de Sombra na delegacia deixou intrigada a mais crédula das carmelitas
descalças. Ele diz que não tentou escapar porque o câmbio hidramático emperrou.
O fabricante do veículo desmontou a versão malandra. Nem o depoente nem os
policiais que o interrogaram decifraram outro enigma: por que os sequestradores
permitiram que uma testemunha ocular sobrevivesse ─ e para contar uma história muito mal contada?
Por
que Sombra e Celso Daniel, por exemplo, não permaneceram no interior do carro
blindado? Como foi destravada a porta do passageiro, que só poderia abrir por
dentro? Por que Sombra não pediu socorro assim que os bandidos se afastaram? Se
aquilo não passara de um assalto, por que nenhum dinheiro, nada de valioso foi
levado? Por que Celso Daniel foi torturado antes da morte? O que os
torturadores desejavam saber? O que procuravam?
Logo
se juntaram as peças do mosaico. Na segunda metade dos anos 90, empresários da
área de transportes e pelo menos um secretário municipal, todos vinculados ao
PT, haviam forjado em
Santo André o embrião do esquema do mensalão. Recorrendo a
extorsões ou desvios de dinheiro público, a quadrilha infiltrada na
administração municipal garantia parte da gastança com as campanhas do partido.
A multiplicação das boladas aguçou a cobiça de alguns quadrilheiros, que
começaram a embolsar quantias de bom tamanho. Escolhido para o papel de
coordenador da candidatura de Lula na disputa presidencial de 2002, Celso
Daniel achou melhor desativar o esquema criminoso. Foi punido com a morte.
Em
julho de 2005, a
TV Bandeirantes divulgou o escabroso conteúdo de conversas telefônicas entre
Sombra, Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula, e o advogado Luiz
Eduardo Greenhalgh, encarregado pelo PT de impedir que as investigações
avançassem. Feitas por solicitação do Ministério Público, as gravações pilharam
o trio em tratativas destinadas a enterrar a história de vez. Na hipótese menos
inquietante, comprovam que Altos Companheiros tentaram obstruir a ação da
polícia e da Justiça quando o cadáver do prefeito de Santo André ainda esfriava
na sepultura.
Numa
das fitas, Gilberto Carvalho procura amainar a inquietação de Sombra. “Marcamos
às três horas na casa do José Dirceu”, informa o secretário do presidente da
República. “Vamos conversar um pouco sobre nossa tática da semana, né? Porque
nós temos que ir para a contra-ofensiva”. A voz de Sombra revela que o suspeito
ficou menos intranquilo ao saber da movimentação fraternal. “Vou falar com meus
advogados amanhã, nossa ideia é colocar essa investigação sob suspeição”.
Carvalho concorda com a manobra: “Acho que é um bom caminho”.
Em
outra conversa, a inquietação de Sombra fora berrada ao parceiro Klinger
Oliveira, secretário de Assuntos Municipais de Santo André. “Fala com o
Gilberto aí, tem que armar alguma coisa!”, exalta-se o último companheiro a ver
o prefeito vivo. “Só quero que as coisas sejam resolvidas!” Além do nervosismo
de Sombra, causava preocupação à equipe especializada em socorrer suspeitos o
comportamento do médico João Francisco Daniel, irmão do assassinado.
Como
o caçula Bruno, João Francisco sempre afirmou que Celso se condenou à morte ao
resolver desmontar a máquina de fazer dinheiro que ajudara a instalar nos
porões da prefeitura. Ao notar que fora longe demais, Celso contou ao irmão que
decidira entregar a dirigentes do PT um dossiê que detalhava as patifarias. E
transformou o irmão numa testemunha de alto risco para os padrinhos de Sombra.
Como neutralizar o homem-bomba?
A
interrogação aquece uma das conversas entre Gilberto Carvalho e Greenhalgh.
“Está chegando a hora do João Francisco ir depor!”, alerta o advogado do PT.
“Antes do depoimento preciso falar com você para ele não destilar
ressentimentos lá!”. Gilberto se alarma com o perigo iminente. “Pelo amor de
Deus, isso vai ser fundamental! Tem que preparar bem isso aí, cara, porque esse
cara vai… Tudo bem”. Os donos das vozes nas fitas recitam desde 2002 que houve
um crime comum. Se foi assim, por que tirou o sono de tantos figurões da
política brasileira?
O
promotor Francisco Cembranelli provou que Celso Daniel foi vítima de uma
conspiração tramada por bandidos vinculados ao PT de Santo André e consumada
por um grupo de matadores profissionais. O Brasil quer ver esclarecidas tanto a
eliminação de Celso Daniel quanto a sequência de mortes misteriosas que
silenciou oito testemunhas. E quer ver na cadeia todos os culpados ─ incluídos os mandantes. As gravações podem ajudar a
identificá-los. As conversas entre Sombra, Greenhalgh e Carvalho não se limitam
a escancarar uma mobilização política. Documentam a movimentação de comparsas.
Crimes
que envolvem muita gente sempre são esclarecidos. Até Marcos Valério acabou
entrando na história. Chegou a hora de esclarecer de vez o caso insepulto.
3 de nov. de 2012
2 de nov. de 2012
Teremos mais um botão para apertar
Raio trator
espacial prestes a se tornar realidade
![]() |
Apesar de conseguir puxar apenas micropartículas aqui embaixo, no espaço a força do raio trator pode ser suficiente para deslocar objetos de maior massa.[Imagem: Paramount] |
Um raio trator capaz de desviar um asteroide em rota de colisão com a Terra, capturar lixos espaciais, ou ajustar a órbita de satélites artificiais não é mais um sonho tão distante.
Presente há anos na ficção científica, aos poucos o conceito de um raio capaz de puxar materiais sem contato começou a ser testado nos laboratórios de nanotecnologia, já sendo uma realidade para as nanopartículas.
Embora a ficção tenha várias versões do aparato, para os físicos do mundo real um raio trator é uma onda de luz, visível ou não, capaz de puxar um objeto ao longo do feixe de luz até a sua origem - há também outro conceito, conhecido como raio trator gravitacional.
Agora, o avanço foi significativo o suficiente para chamar a atenção da NASA.
David Ruffner e David Grier, da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez construir um raio trator autêntico, que puxa as partículas sem depender de sua composição.
Os dois pesquisadores usaram um laser especial, que produz um tipo de luz chamada feixe de Bessel, no qual os fótons são disparados em anéis concêntricos.
Tubo de luz
Para criar o raio trator, dois feixes de Bessel são disparados lado a lado.
Mas, em vez de prosseguirem paralelamente, uma lente faz que com eles desviem e se sobreponham, criando um padrão alternado de regiões claras e escuras.
A interação não destrói o "miolo" vazio do feixe, onde fica a partícula a ser tracionada.
Ajustando a temporização dos feixes, os pesquisadores fizeram com que os fótons das regiões brilhantes se espalhem em direção à fonte de luz, empurrando a partícula para a próxima região clara.
Como há uma sequência de regiões claras e escuras, ao sair do raio de ação dos fótons de um anel de luz, a partícula já atingiu o anel de luz seguinte, cujos fótons entram então em ação.
Assim, o feixe de luz funciona como uma correia transportadora, levando continuamente a partícula em direção à fonte.
Raio trator prático
Tudo ainda funciona no reino da nanotecnologia - o raio trator é capaz de puxar microesferas de sílica.
Mas há dois avanços essenciais.
O primeiro é que o raio trator a laser não depende de uma segunda fonte de luz do "outro lado", podendo ser emitido de uma fonte única, a partir de um único ponto.
O segundo é que, ao contrário do primeiro nano-raio trator verdadeiro, criado há menos de seis meses, o sistema independe das propriedades físicas da partícula a ser transportada.
Foi isso que chamou a atenção da NASA, que já contatou os pesquisadores para discutir possibilidades de aplicações do raio trator no espaço.
Raio trator no espaço
Apesar de conseguir puxar apenas micropartículas aqui embaixo, no espaço a força do raio trator pode ser suficiente para deslocar objetos de maior massa.
Outra possibilidade de aplicação é a captura de partículas de cometas e asteroides, evitando as complicadas manobras de pousar nesses corpos celestes para coletar amostras.
Os dois pesquisadores passaram à frente de uma equipe formada pela própria NASA há cerca de um ano, para tentar viabilizar a tecnologia dos raios tratores: NASA quer tornar raio trator uma realidade
Fonte: Site InovaçãoTecnológica
1 de nov. de 2012
Quem vai domesticar quem?
do blog Vespeiro
Do
lado de cá, tenho acompanhado com crescente ansiedade as tentativas que
encontro pelos jornais de analisar com excesso de benevolência o quadro que se
desenha da sequência julgamento do Mensalão – eleições municipais.
Não
discuto a pertinência das conclusões que extraem da aritmética da votação
(sobretudo quando incluem os números da deliberada e maciça abstinência) em
todo o país e nem a verdade do que muitas delas afirmam sobre a legitimidade
das pretensões do PT ao poder em escala nacional (e até além dela).
Mas
não é disso que se trata.
Fora
das democracias plenas, privilégio muito recente de meia dúzia de povos, se
tanto, verdade e legitimidade sempre tiveram muito pouco a ver com aquilo que
de fato define a conquista e o exercício do poder.
É
um dado histórico. E a plena aceitação dessa verdade sobre ‘o real poder da
verdade e da legitimidade no jogo do poder’, posta ao lado das hesitações dos
que acreditam que basta reafirmá-la para se defender das feras, é a principal
arma com que Lula tem contado para comer como tem comido o fígado do
eleitorado.
Se
não podemos e nem queremos agir como ele, é preciso, ao menos, pensar como ele
pensa ao avaliar o campo de batalha para ganhar um mínimo de eficácia na luta
que está por vir.
A
questão, daqui por diante, é simples. Trata-se de saber quem vai domesticar
quem: se é a imprensa e o Judiciário que vai controlar o PT ou se, ao
contrário, é o PT que vai controlar a imprensa e o Judiciário.
Do
lado de lá, jogo mais claro é impossível.
O
PT não aceita que se lhe exponham os podres e nem, muito menos, que se lhe
condenem por isso. Para que não restem mal entendidos, ovaciona todos os dias
os seus condenados e manda avisar a quem interessar possa que, qualquer que
seja a pena que venha, vai passar a trote por cima da instância máxima da ordem
institucional brasileira, cujas decisões o partido não acata nem acatará, e
brandirá por cima dela a contra-sentença de algum dos muitos circos que os
restos da esquerda bandida ainda mantêm armados pelo mundo afora para ocasiões
como essa.
O
padrão exemplar de "democracia" que o partido repete, de Dilma a
Lula, com igual convicção e fervor, é o da Venezuela de Chávez, a Argentina dos
Kirchner e o Equador de Correa, onde qualquer interessado poderá visitar as
diferentes etapas de desenvolvimento do mesmo projeto que o PT afirma querer
transplantar para cá, todos eles, por sua vez, inspirados na Cuba dos Castro
que é onde os quatro sonham chegar. E veja bem o quanto o Brasil terá que
retroceder para se igualar com esses lixos latinoamericanos!
Não
pode haver ilusões. O PT é aquele tipo de adversário que, numa contenda
supostamente balizada por regras civilizadas, leva para o ringue, além das
luvas, o seu inseparável revólver e outras armas escondidas no calção (ou na
cueca, como prefere). Enquanto estiver ganhando dentro nas nossas paupérrimas
regras escoriocráticas, limitar-se-á ao uso das luvas, ainda que abusando dos
golpes abaixo da cintura. Se sentir a perspectiva da lona, puxará o revolver e
acionará o gatilho e usará inescrupulosamente de todo o seu arsenal oculto.
Nada,
rigorosamente nada do que o PT tem dito e feito indica o contrário. Cada
declaração, cada gesto, cada ato de governo tem o claro e reto objetivo de
fechar a porta à alternância no poder. A desculpa de que é tudo "para
fazer avançar a democracia social" é uma daquelas mentiras rodriguenhas
que clamam aos céus.
Se
a sequência do julgamento do Mensalão – as eleições municipais provaram alguma
coisa por enquanto, ou seja, que não existe barreira nenhuma contra a
"democracia social", que pode avançar tão perfeita e livremente
quanto for o desejo da coletividade dentro do limpo terreno republicano.
Mas
nem mais tal prova indiscutível da inexistência da tenebrosa criatura da
‘zelite’, que eles vivem denunciando, impede que eles sigam gritando
"Lobo!"
Ao
contrário.
O
PT renunciou faz tempo à utopia socialista. Trata-se agora de edificar o
capitalismo de estado brasileiro à moda chinesa, onde tudo se resolve entre
amigos (que, enquanto "fazem avançar a democracia social", como acaba
de demonstrar o New York Times com relação à família Wen do patriarca Jiaobao,
costumam ficar bilionários).
Para
essa tarefa, as armas do passado são substituídas pelo dinheiro, e o acesso ao
dinheiro necessário para desígnio tão grandioso se dá pelo controle das verbas
públicas e a cooptação/fabricação de megaempresas globais estatais.
A
primeira etapa – assenhorear-se com dinheiro de ‘Caixa 2’ do Poder Executivo "para
fazer avançar a democracia social" – está completa e voluntariamente
confessada.
A
segunda – anular com dinheiro público desviado, qualquer sombra de resistência
do Congresso ("ao avanço da democracia social", é claro) – foi a que
o Supremo Tribunal Federal acaba de descrever e condenar, tanto nos seus
métodos quanto nos seus objetivos.
Antes
e depois de cada uma, ocorre a colonização da máquina pública e a
partidarização do Estado com o objetivo de amealhar mais dinheiro "para
fazer avançar a democracia social", isto é, para comprar votos e
consciências com suborno, assistencialismo, doação subsidiada de bondades de
véspera de eleição, conforme a necessidade. E entre os mais preciosos produtos
de tais operações colhem-se os argumentos para sobrepor "legitimidade
política", êxito econômico e popularidade ao império da lei. E da ‘quadrilha’...
O
projeto é claro como o sol, e há muito que não é mais só um projeto.
Há
esperanças?
Há.
O
bicho homem tem de ser tangido a pau para fora do seu egoísmo e do seu instinto
predatório, naturais. Democracia é isso, e é isso que o Supremo Tribunal
Federal, pela primeira vez na história deste país, começou a fazer com o
julgamento público e didático do Mensalão e a condenação dos bandidos, ainda
que tardiamente.
Abre-se,
assim, a oportunidade de o Judiciário vir juntar-se à imprensa para dar
consequência prática à tarefa de impor a democracia que ela, desde o início da
República, vinha a duras penas tentando empreender a mão desarmada.
Os
predadores dos níveis mais altos da cadeia alimentar, como os políticos e os
mega "empresários estatais" e privados a eles associados, entretanto,
nunca são completamente domesticáveis. Poder e dinheiro são o gatilho que
disparam os fatos que deixam um "cheiro de sangue" no ar sempre
pronto a detonar a volta deles à sua condição selvagem original.
Os
nossos, hoje solidamente associados e comensais comedores de restos da
república, que costumam acompanhar esses espécimes, estão próximos demais da
carótida do Brasil para aceitar se afastarem placidamente dela.
Só
o farão se doer muito.
A
questão é que restam muito poucos do lado de cá para garantir que assim possa
ser. Sim, há 11 partidos dividindo o poder nas 26 capitais. Mas só um e meio
podem, em sã consciência, ser classificados fora da categoria dos “comedores de
restos”. Falta um partido que seja contra o socialismo, mesmo e principalmente
o chamado pejorativamente de "democracia social". O que há de sólido
são as duas pontas do sistema que não vivem de votos e mais da metade do
eleitorado que, votando ou deixando de votar, provou que não se vende.
O
único recurso dos que se recusam a entrar no ringue carregando armas proibidas
é a rapidez de resposta. É preciso derrubar o adversário sempre que ele levar a
mão em direção ao coldre e antes que ele possa sacar a arma ilegal escondida. A
imprensa e o Judiciário (e com ele o Ministério Público legitimado pela
Constituição de 88) têm de articular uma rede de alarme e resposta rápida aos
ataques que virão de modo tão profissional e eficiente, respeitadas as regras
do jogo democrático, quanto o inimigo declarado que jura os dois de morte
articulou a sua ação.
Mesmo
porque, o que acontecer com uma acontecerá com o outro, e vice-versa.
José
Guimarães (PT – CE), irmão de José Genoíno (PT – SP), é aquele cujo assessor
direto, José Adalberto Vieira, foi preso no Aeroporto de Congonhas em São Paulo com US$ 100
mil escondidos na cueca, e mais R$ 209 mil numa maleta de mão, quando embarcava
para Fortaleza.
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