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25 de fev de 2013

Porque estamos nas garras do crime

do blog Vespeiro;

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Sexta-feira foi Gil Rugay que matou o próprio pai e a namorada dele - há nove anos (!!!). “33 anos e 9 meses de cadeia”, disse o juiz. “Trata-se de um criminoso dissimulado e perigoso”. E lá se foi o “condenado”, livre leve e solto, rindo, de volta para o aconchego da sua casa, talvez para esperar outros 9 anos por um novo julgamento...
Vinte e quatro horas antes eram Cristian e Daniel Cravinhos, que em 2002 massacraram com golpes de barras de ferro o casal Richthofen enquanto dormia a pedido da própria filha deles, que saíam da prisão para desfrutar o “regime semi-aberto”, por “bom comportamento”. (Tente explicar para qualquer estrangeiro que a Justiça do seu país considera soltar tipos como estes “por bom comportamento”...)
Poucas semanas antes, Sergio Costa Junior, policial que, junto com outros policiais, trucidou com 21 tiros no rosto a juíza Patricia Acioly, foi beneficiado com redução de pena “por colaborar com a justiça”...

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O jovem casal que assassinou na flor da idade Daniela Perez, filha da autora da presente novela do horário nobre da Globo, com centenas de tesouradas, anda por aí já há uns bons dois anos, solto por “bom comportamento”.
Praticamente toda semana os jornais noticiam mais uma barbaridade – assassinatos, estupros, assaltos, sequestros – perpetrada por algum bandido preso e condenado, solto da cadeia “por bom comportamento” para visitar os amigos e parentes.
Ninguém neste país, por mais monstruoso que tenha sido o seu crime, cumpre a metade de uma pena já leve demais para o peso do crime por tirar uma vida e destruir uma família para sempre.
Se for menor de idade então, nem que seja um serial killer ou um estuprador de bebês, será chamado pelas autoridades apenas de “infrator” e pode, na melhor das hipóteses ficar retido até fazer 21 anos, data em que sairá da cadeia livre e com a ficha limpa.

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Encerrei a semana passada com o post sobre Mantega e Yoani Sanchez afirmando que o ponto de ruptura que desloca o pensamento de esquerda para o campo ideo-lógico é a negação do princípio do mérito, e que negar o princípio  do mérito, ou a relação de causa e efeito implica negar também as ideias de responsabilidade individual e de livre arbítrio.
É por isso que não há polícia que chegue; é por isso que o Brasil está a mercê dos criminosos.
A esquerda brasileira não reconhece a existência da covardia nem da maldade. A mãe que mata o filho, o pai que estupra o bebê e daí para cima no vasto rol que define o lado negro do ser humano, nada, nunca, é culpa do autor do crime. Até o ódio de classe desaparece nessa hora. Rico ou pobre, é sempre “a iniquidade da ordem social” que o levou a se transformar no monstro que é.

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Daí decorre que não é a principal, a única função da cadeia é “ressocializar” o criminoso e devolvê-lo o quanto antes às ruas, e não, proteger dele o resto da sociedade. Não há monstruosidade que não possa ser redimida e apagada (menos para quem morreu; menos para quem teve seu ente querido morto) com um par de anos de “bom comportamento” na prisão.
É isso que a televisão mostra diariamente a todos os brasileiros desde que nascem. Uma vida tirada para sempre, ainda que por nada e de forma torpe e covarde, quando custa alguma coisa, custa um par de anos na cadeia entremeados de indultos e outros benefícios.
E se uma vida não vale nada, o que poderia valer alguma coisa?
Antes de mudar isso, nada mais pode mudar no Brasil.

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